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Domingo, 12 de Abril 2026

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O mundo não é só trabalho, mas...

Colunista * Eduardo Diniz

O mundo não é só trabalho, mas...
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A especialista em Recursos Humanos Jackeline Resch, em entrevista ao Programa Sem Censura, tratou dentre outras coisas do impacto da geração Z no mercado de trabalho. Essa geração, contrastando com a X, dos conhecidos workaholiks, tem recebido algumas críticas, críticas estas que, de forma simples e direta, definem os seus comportamentos com o uso de  duas expressões “quiet kitting” e “quiet ambition”.

De acordo com os críticos, são quite kitting, por que deixam os empregos sempre que são demandados por coisas que a seu ver extrapolam o que deveria se esperar deles, de outra forma, são definidos como quite ambition por se negarem a assumir postos de gerência em que deveriam liderar equipes.

A especialista rebate as críticas por entendê-las, como disse, um tanto pejorativas pois quando se opõe a fazer mais é por que têm a intenção de passar a mensagem que não querem trabalhar além da hora e, de outra forma, o não assumir funções de chefia é justificável pois não são todos que teriam o talento de fazer gestão de pessoas.

Sendo assim, ela diz que não se trata de uma manifestação silenciosa, mas sim, é uma mensagem ruidosa que os jovens pretendem passar de que o mundo não é só trabalho, corroborando a ideia que lançou no início da entrevista de haver a possibilidade de não se ser escravo do trabalho. E essa seria um recado que os jovens dão com a potencialidade de mudar o mundo.

Sem maiores considerações acerca da relação empregador empregado e de qual seja a efetividade de uma mensagem como esta diante das necessidades do mercado de trabalho, considero esta manifestação como uma daquelas tentativas de lançar uma ideia nova, como algo de grande brilhantismo, mas que, na minha modesta opinião, fica apenas no campo da vazia contestação e não traz nada de positivo para o debate sobre o trabalho.

O trabalho, desde a Grécia Antiga tem sido abordado pelos filósofos com diferentes enfoques e por vezes em atendimento a alguma motivação ideológica. Baseando-me naquilo que o trabalho representou em minha vida e no que pude observar ao longo dos anos nos vários grupos com que pude conviver, atrevo-me a afirmar: o mundo não é só trabalho, concordo, mas o que seria da nossa existência sem ele, como a humanidade estaria hoje?

O trabalho é o que vai fazer com que a nossa passagem por este plano tenha um maior valor. A ideia é passar pela vida e deixar a sua marca e o trabalho é aquilo que pode possibilitar isso. Só o trabalho permite ajudar as pessoas a nossa volta, contribuir para o engrandecimento de uma empresa ou Instituição, erigir um lar, participar do crescimento da sua cidade, estado e país e até mesmo tornar o mundo melhor.

O trabalho não tem a capacidade de por si só escravizar. Sentem-se assim aqueles que não gostam do que fazem ou que não conseguiram entender o verdadeiro significado da vida. Na verdade o trabalho liberta, ele torna concreta toda a nossa potencialidade de realizar, ele nos garante a sobrevivência, nos dá a possibilidade de constituir uma família, nos permite conhecer outros lugares, outros povos e o tão necessário lazer.

Infelizmente, o que mais se vê nos dias de hoje é o culto à busca da satisfação pessoal sem grande esforço. Os “gurus” do Século 21 pregam a busca por uma sociedade mais justa, ignorando que isto só se consegue com trabalho, por vezes árduo.

*Um cidadão brasileiro

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