Preparando-se para o martírio ao qual seria submetido, Jesus ensinou aos apóstolos que o maior líder é aquele que mais serve ao dizer-lhes que: “Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores. Mas, vocês não serão assim. Pelo contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve.” (Lucas- 22:25/27).
Sendo o homem um ser gregário em todos os momentos do cotidiano, seja na vida familiar, no trabalho ou na sociedade, deve exercer ações voltadas ao bem-estar comum que se sobrepõem, por evidente, ao bem-estar individual.
Para Aristóteles “o homem é por natureza um animal político” isto é, um ser vivo (zoon) que, por sua natureza (physei), é feito para a vida da cidade (bios politikós = a comunidade política). A tese aristotélica revela a plausibilidade da intenção teleológica do filósofo na caracterização do sentido último da vida do homem, qual seja: o viver em comunidade realizando-se como cidadão e, desse modo, manifestando, no termo de um processo de constituição de sua essência, a sua natureza.
Contextualizando tal conceito é lícito afirmar que o exercício da cidadania deve ser pleno, consciente e responsável, de modo que cada qual, cumprindo seu papel na sociedade, contribuía para o progresso coletivo.
Nessas circunstâncias, em qualquer atividade a ser exercida mas, sobretudo, nas de extrema responsabilidade e que redundam numa oportunidade maior de propiciar bem-estar à sociedade humana, o homem deve propugnar pela Justiça, pelo Amor, pelo progresso intelectual, moral e físico das pessoas, exprimindo dessa forma amor ao próximo.
A construção de uma sociedade harmonizada, pacífica e, realmente, civilizada, perpassa pela aplicação dos ensinamentos de Jesus no cotidiano porque, somente assim será impulsionada a força da mudança para um mundo mais justo, porque livre, fraterno e igual.
Não é demais reprisar o conteúdo moral do alerta de Jesus quando disse que será maior “aquele que governa como o que serve”.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca