A celebração do Natal como conhecemos atualmente tem origem na Roma antiga, por volta do ano 270 d.C., numa crença pagã, quando o império romano instituiu a comemoração do solstício de inverno em homenagem ao Deus-Sol Natalis Solis Invicti – Deus Sol Invicto.
O Cristianismo incorporou essa festa pagã e a transformou na comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré, considerado pelos cristãos até os dias atuais como o “Sol”, filho de Deus, a encarnação da justiça divina, personificação da “luz do mundo”.
Da idade média até os dias atuais, o Cristianismo passou por diversas modificações e adaptações e com ele transformou-se também o significado do Natal em meio à humanidade como, por exemplo, com a inclusão da figura do presépio por Francisco de Assis, da arvore de natal por Martinho Lutero e o papai noel no século IV, por um bispo turco.
Mas, o mais importante é com o advento do Cristo a celebração natal ganhou uma relevância mais espiritualizada e se caracteriza como um momento de reflexão ao oportunizar que todos possam externar sua gratidão pelas realizações materiais e, sobretudo, ao relembrar os ensinamentos do Mestre e de curar suas próprias fraquezas e retificar atitudes menos infelizes lapidando nosso espírito.
O Natal nos faz lembrar da missão, lições e exemplos do Cristo e propõe a toda pessoa a chance de buscar seguir e aplicar o ensinamento cristão que, de fato, forma um verdadeiro código de moral ao propor o perdão, a reconciliação, indulgencia, tolerância, humildade e a prática da caridade nas suas mais diversas formas. A celebração do natal nos mostrar a estrada do amor fraterno e nos convida à ascensão espiritual ao vivificar as vibrações no sentimento da cristandade.
Assim, independentemente de qualquer diferença, que a humanidade possa internalizar e vivenciar o verdadeiro espírito de Natal não apenas quando de sua celebração, mas em todos os dias para quem sabe podermos viver a lição bíblica contida em Gálatas 2-19:20 e bradar: “Pois, por intermédio da Lei eu morri para a própria Lei, com o propósito de viver tão somente para Deus. Fui crucificado juntamente com Cristo.
E, desse modo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E essa nova vida que agora vivo no corpo, vivo-a exclusivamente pela fé no Filho de Deus, que me amou e se sacrificou por mim.”.
Que o espírito de Natal reacenda o amor na sua mais pura essência e reverbere em todos os seres da criação, mas, principalmente, no coração dos homens, trazendo esperança no amanhã com Jesus renascido na manjedoura de nossas almas.
Que neste Natal unidos e reconfortados todos possam avistar a luz da estrela que brilha e reconforta os corações e alcancem as amplitudes dos céus porque assim, verdadeiramente, será Natal.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca