Desde o dia 1º de fevereiro, dois milhões, 217 mil e 859 idosos, entre 60 e 64 anos, simplesmente perderam o direito à gratuidade para utilizar transporte público, em âmbito municipal e intermunicipal, em todo o Estado de São Paulo.
O Governo do Estado só não fez a mesma crueldade de tirar esse direito dos idosos com mais de 65 anos, porque, para esta faixa, o benefício é assegurado pelo Estatuto de Idoso, uma Lei Federal.
Quando tive a ideia de propor a Lei 15.187/2013, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, que estendeu o direito dos maiores de 60 anos à gratuidade dos transportes, pensei em todos aqueles que trabalharam muito, pagaram anos e anos o INSS, mas, esquecidos, recebiam muito pouco de aposentadoria.
Só que o Governador Agripino Dória revogou a regulamentação desta Lei de minha autoria, e os idosos perderam o direito à gratuidade. O fato é que a economia nos cofres públicos não será significativa, mas, para o bolso daquele idoso que perde este direito, fará toda a diferença, até porque a pandemia segue ceifando vidas e os empregos de seus familiares.
É triste constatar, mas a verdade é que chegamos ao ponto em que alguns governantes acham que a burocracia estatal existe apenas para que dela se sirvam e não para dar suporte às demandas de bem estar da população.