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Domingo, 28 de Junho 2026
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O agro chama você

Colunista *José Renato Nalini

O agro chama você
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Se o Brasil quiser, de fato, ser o “celeiro do mundo”, precisa incentivar a juventude a procurar formação específica e a abandonar os cursos tradicionais de Direito, a não ser aqueles que enderecem os bacharelandos para áreas muito específicas. Generalistas não terão mais vez.

            Um país que tem mais Faculdades de Direito do que a soma de todas as outras existentes no restante do mundo promoveu o fenômeno da litigância excessiva. Concilia-se com o bizarro sistema de “Justiça 4 instâncias” e com o caótico sistema recursal e o resultado é esse calvário para quem precisa do Judiciário.

            Por isso a boa notícia de que os cursos de ensino superior ligados ao agro, ambiente e veterinária cresceram mais de mil por cento em dez anos. O crescimento se verificou no sistema EAD – Ensino à Distância e em Universidades particulares. Mas é registrado também nos cursos presenciais. São dados do Mapa do Ensino Superior no Brasil do Instituto SEMESP.

            Os mais procurados são Agronomia à distância, Gestão de Agronegócio, Medicina Veterinária. Gestão Ambiental, Engenharia Ambiental e Zootecnia fazem parte do chamado Agrossistema. É uma área pujante da economia e requer, cada vez mais, profissionais muito qualificados.

            Mas além dos cursos de nível superior, é preciso investir na formação técnica. O reflorestamento precisa de silvicultores, de técnicos em germinação, em especialistas em viveiros de mudas, em plantadores, em zeladores do desenvolvimento do plantio e muita coisa mais de que o Brasil precisa, para manter sua produtividade crescente e para ganhar mercados em todo o planeta.

            Os pais que ainda tiverem influência na educação de seus filhos devem mostrar a eles que o futuro do planeta depende dos cuidados que as atuais gerações dispensarem à natureza. O ambiente devastado não suporta mais os maus tratos e responde com esses desastres que são consequência de nossa crueldade. Por isso é que o agronegócio precisa acordar para a urgência de um trabalho sustentável, que respeite a ecologia e que garanta ao profissional uma renda compatível com o seu investimento em estudo, especialização e aperfeiçoamento.

 

*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente da Pós-graduação da Uninove e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.  

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