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Domingo, 28 de Junho 2026
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Nomofobia

Colunista *Marco Antônio Garcia

Nomofobia
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Você consegue ficar longe do celular ou computador e deixá-los desligados?

Essa é uma mania ou vicio recente, podendo atingir pessoas de qualquer idade, mas principalmente na adolescência. Podendo se transformar em patologia, devido à grande dependência desses aparelhos.

Os sintomas podem ser: estresse, depressão, dificuldade de se relacionar, insônia, devido ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, tornando as pessoas mais individualizadas, não se relacionando através de diálogos e sim por mensagens, não só nas escolas, que atualmente estão proibindo o uso durante as aulas, mas também entre famílias que se comunicam por mensagens uns ao lado dos outros.

​Por ser uma patologia recente, ainda se estuda suas consequências, por ser um distúrbio multifatorial. Vivemos numa sociedade ansiosa, imediatista na busca de motivações, recompensas e prazeres imediatos, aumentando o nível de dopamina, gerando um vicio às vezes sem controle.

Os estudos recentes relacionam os traços de impulsividade e baixa autoestima na dependência do celular, com fatores sociais, ambientais e genéticos.

Para amenizar isso tudo, é importante a redução no uso dos aparelhos, necessitando às vezes, medicamentos e ajuda psicológica. O uso do celular e da internet são importantes, para a educação e aprendizagem, mas sem dependência.

Sem falarmos no ciberbullying, com difamação, assedio, exclusão, stalking, difamação, ameaças etc. Podendo causar sofrimento a toda família. As mídias sociais deveriam ser para divulgar bons momentos e não competições mentirosas fragilizando nossos adolescentes.  Nosso cérebro ainda é análgico enquanto as tecnologias estão cada vez mais digitais.

É importante variar as práticas cotidianas, com meditação e exercícios físicos, esportes, leituras, visitas a parques e a centros culturais, museus, para minimizar o uso e dependências desses aparelhos.

Vigiar, proibir e controlar as atividades dos filhos são importantes e necessárias, orientando e dando outras opções para que eles não vivam no mundo das sombras ocultas perigosas que podem levá-los a automutilação e até suicídio.

Quem ama educa, com autoridade, disciplina e limites, bem com diálogo, atenção, carinho, compreensão e qualidade de tempo.

A velocidade da tecnologia nos assusta até com a inteligência artificial, tão necessária quanto pode ser danosa e cabe a todos nós educadores e a família nos unirmos para vencer esse vilão devorador de jovens e famílias.

Não confundir nomofobia com monofobia, ambas afetam a forma como nos relacionarmos com o mundo e com os outros, enquanto a nomofobia é o medo irracional de ficar longe do celular e desconectado com o mundo das redes sociais, a monofobia e o medo irracional de ficar sozinho e isolado, ambos podem impactar na vida e na saúde mental das pessoas.

*Psicólogo e psicoterapeuta junguiano

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