Quantas vezes a humanidade já viu discussões infindáveis acerca das religiões?
Quantas vezes as crenças fundadas em premissas meramente materialistas infelicitam as pessoas, mergulhando-as em um círculo vicioso de sofrimento e medo?
Quantas vezes as pessoas valorizam os cultos exteriores, iludindo-se com os rituais e até exemplos de santidade, como se isso pudesse gerar seu próprio equilíbrio e desenvolvimento interior?
De fato, já é tempo de buscar entender a diferença entre as religiões do mundo, criadas pelo homem, e a religiosidade do espírito que propicia a sua união interior com a inteligência suprema, causa máxima de todas as coisas, que chamamos de Deus.
Quando nos atentamos aos eventos que se sucedem no nosso próprio dia a dia, aqueles que independem da nossa ação, omissão ou vontade, percebemos que é preciso descobrir os valores eternos da alma, os quais transcendem o cotidiano simplesmente porque nos conduzem à harmonia, ao progresso e à paz, sobretudo, de espírito.
Lucius, no livro Quando a Hora Chega, já nos disse que o amadurecimento do espírito, o desenvolvimento da consciência é um processo interior em que a experiência vai pouco a pouco abrindo a conquista da sabedoria, sem a qual ninguém poderá encontrar a felicidade e a paz.
Sempre é tempo !!!
Sempre nos é oportunizada a chance da reflexão ... somos sempre, reiteradamente, convidados a nos conhecer!
Sendo assim, como lecionado na lição do Irmão Alpe – Preparando o Caminho - é preciso que todos “valorizem todas as energias positivas em sua alma, para seguirem no encaminhamento do dever. Abram os seus corações as suas manifestações dessas virtudes, espalhando o bem por onde passam, em nome de Jesus. O amor é o companheiro da fé e com ela chegarão à caridade, que é a porta larga e aberta à vida. Com essas três virtudes poderão seguir avante em suas caminhadas.”.
Enfim, quantas vezes, dentro do livre arbítrio de cada pessoa, nós ainda vamos desperdiçar as oportunidades que a vida nos dá de fazermos nossa autoanálise e reconhecer nossa própria ignorância?
Orai e Vigai ... eis a lição no caminho do amor e da paz!
Paulo Eduardo de Barros Fonseca