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Domingo, 15 de Março 2026

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Nenhum homem é uma ilha

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Nenhum homem é uma ilha
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Saúde mental tem sido um tema constante nas conversas do dia a dia e para a ciência. Dentre outras áreas do conhecimento, a Sociologia, a Psicologia e a Filosofia evidenciam o ser humano tem mostrado sua fragilidade emocional e que a modernidade trouxe uma ruptura de vários aspectos socioculturais e que novos paradigmas são sendo implementados.  

Há estudos que sustentam que as pessoas, especialmente as mais jovens, vivem sem projetos, sem ideais, a não ser cultuar sua autoimagem na busca de alcançar satisfação meramente pessoal.  

Talvez essa assertiva ajude a potencializar a ansiedade, a inquietude e o desejo de ter ou ser. Mas, é incontroverso que uma pessoa que se preocupa demasiadamente consigo mesmo terá problemas pessoais e em sociedade, mesmo porque o ser humano é um ser gregário, a sociedade é multicultural e, em comunidade, buscamos uma constante socialização em busca da própria sobrevivência. 

Há um ditado que diz que “nenhum homem é uma ilha”. Portanto, há de se ponderar que toda pessoa é parte de um todo e que nenhuma pessoa fica isolada em si mesma, mesmo porque a resultante do individualismo é o egocentrismo e a perda dos laços sociais. 

É importante notar que a situação emocional que decorre dessa nova postura do indivíduo além de gerar impaciência, insegurança e insatisfação, acaba por desequilibrar os processos internos e externos da natureza que existem nas pessoas. Mais ainda, a persistência desse quadro, num processo lento que vai se alojando, acaba por desarmonizar a pessoa que passa a apresentar um conjunto de sinais e sintomas que a ciência chama de depressão.  

A depressão, para alguns estudiosos, é o mal da vida moderna e afeta pessoas de qualquer idade. É preciso notar que seja no aspecto médico, humanístico ou espiritual, a prevenção está no autoconhecimento, no amor a si mesmo e ao próximo. 

O tratamento desse mal, em sendo aceito pelo indivíduo, deve associar os três aspectos referidos – médico, humanista e espiritual -, pois que juntos trazem um melhor resultado.  Na área da saúde, a terapêutica para suprir a falta de neurotransmissores no cérebro a ser adotada será prescrita pelo profissional médico e, eventualmente, pelo psicoterapeuta. Nas relações humanas, principalmente a família e os amigos terão papel importante prestando apoio, estímulo e incentivo constante na busca dos recursos para a melhora do doente. No campo espiritual, devem ser investigadas as diversas causas da doença, deve ser propiciado à pessoa uma recepção fraterna de modo que ela se sinta apoiada e reconfortada, bem como que sejam restabelecidos os centros energéticos do seu corpo e estimulado para o estudo que consola e traz esperança.  

Enfim, em qualquer situação do dia a dia é preciso ter claro que o homem é um ser gregário que deve cultivar o bom ânimo, os pensamentos saudáveis, as ações produtivas, acreditando naquilo que está realizando, colaborando, dessa forma, para o equilíbrio, reequilíbrio e bem estar do corpo e do espírito, pois energias otimistas e de fé serão geradas, trazendo equilíbrio psicológico e espiritual e, como consequência, sensação de paz.  

Creio que seja importante falar sobre esse assunto, que afeta milhões de pessoas no mundo, e lembrar que “Orar e Vigiar” é preciso, porque o coração alegre é como um bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos ! 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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