Aguarde, carregando...

Domingo, 28 de Junho 2026
Notícias Colunistas

Não estou mais aqui

Colunista General Diniz

Não estou mais aqui
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Este seria o título do filme em torno da breve história de vida de Mario Kozel Filho, que retrataria o que era viver em um país atormentado por uma guerra revolucionária que buscava implantar o comunismo no Brasil. 

O “Kuka”, como era conhecido foi morto num atentado a bomba lançado contra o Quartel General do então II Exército em São Paulo. Ele era filho do Sr. Mario Kozel e da Sra. Therezinha Lana Kozel que, em junho de 1968, tiveram que enterrar os restos mortais do seu filho, levando essa dor para o resto de suas vidas. 

O mundo à época encontrava-se embalado pela Guerra Fria que opunha os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS), capitalismo contra  comunismo, democracia frente ao totalitarismo. Quem viveu naqueles tempos e sabia das histórias do muro de Berlim, do Paredon de Cuba e das milhões de vítimas de Lenin, Mao Tse- Tung e Pol Pot bem compreendia os riscos de implantação de um regime como esse. 

A URSS, desde os seus primórdios, tinha o entendimento que a sua sobrevivência e de seus ideais só seria possível com a disseminação pelo mundo da sua filosofia e, com esse objetivo, naqueles anos empreendeu grande ofensiva neste esforço, levando as ideias revolucionárias para a Ásia, África, América Central e do Sul. Os brasileiros seguidores dessa cartilha, frustrados pela deposição de João Goulart, trazem para o nosso território a luta armada para a implantação da tão sonhada ditadura do proletariado. 

Treinados na URSS, Cuba e China passam a promover assaltos, sequestros, atentados e justiçamentos, forçando a que houvesse um endurecimento do regime, com nefastas consequências para toda a sociedade. O que hoje é narrado como um esforço heroico para o restabelecimento do Estado Democrático, na verdade nada mais era que a participação num movimento global de comunização do mundo. Tanto é verdade que eventos como esse aconteciam e eram observados em todos os continentes. 

As perseguições, mortes, assassinatos e injustiças aconteceram de lado a lado e fizeram toda uma nação sofrer. Hipocrisia é olharmos para trás e colocarmos a responsabilidade naqueles cuja culpa atende melhor à nossa causa. Hipocrisia é mentir e não assumir os atos terroristas praticados. Hipocrisia é colocar-se de herói em uma conflagração que enlutou os lares de muitos brasileiros. 

A excepcional atriz Fernanda Torres, em tese, se não fosse uma simples militante de nossa esquerda, poderia nesse filme imaginado interpretar o papel da Sra. Therezinha Lana Kozel, mãe do Kuka, talvez, assim, pudesse entender que o problema não era apenas o regime autoritário, mas também aqueles que assassinando, roubando e sequestrando levaram o regime a agir de forma correlata. 

Desde 1968 Mario Kozel Filho, o Kuka, não está mais aqui. 

General Diniz 

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR