Aguarde, carregando...

Terça-feira, 08 de Setembro 2026
Notícias Colunistas

Não estou mais aqui

Colunista General Diniz

Não estou mais aqui
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Este seria o título do filme em torno da breve história de vida de Mario Kozel Filho, que retrataria o que era viver em um país atormentado por uma guerra revolucionária que buscava implantar o comunismo no Brasil. 

O “Kuka”, como era conhecido foi morto num atentado a bomba lançado contra o Quartel General do então II Exército em São Paulo. Ele era filho do Sr. Mario Kozel e da Sra. Therezinha Lana Kozel que, em junho de 1968, tiveram que enterrar os restos mortais do seu filho, levando essa dor para o resto de suas vidas. 

O mundo à época encontrava-se embalado pela Guerra Fria que opunha os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS), capitalismo contra  comunismo, democracia frente ao totalitarismo. Quem viveu naqueles tempos e sabia das histórias do muro de Berlim, do Paredon de Cuba e das milhões de vítimas de Lenin, Mao Tse- Tung e Pol Pot bem compreendia os riscos de implantação de um regime como esse. 

A URSS, desde os seus primórdios, tinha o entendimento que a sua sobrevivência e de seus ideais só seria possível com a disseminação pelo mundo da sua filosofia e, com esse objetivo, naqueles anos empreendeu grande ofensiva neste esforço, levando as ideias revolucionárias para a Ásia, África, América Central e do Sul. Os brasileiros seguidores dessa cartilha, frustrados pela deposição de João Goulart, trazem para o nosso território a luta armada para a implantação da tão sonhada ditadura do proletariado. 

Treinados na URSS, Cuba e China passam a promover assaltos, sequestros, atentados e justiçamentos, forçando a que houvesse um endurecimento do regime, com nefastas consequências para toda a sociedade. O que hoje é narrado como um esforço heroico para o restabelecimento do Estado Democrático, na verdade nada mais era que a participação num movimento global de comunização do mundo. Tanto é verdade que eventos como esse aconteciam e eram observados em todos os continentes. 

As perseguições, mortes, assassinatos e injustiças aconteceram de lado a lado e fizeram toda uma nação sofrer. Hipocrisia é olharmos para trás e colocarmos a responsabilidade naqueles cuja culpa atende melhor à nossa causa. Hipocrisia é mentir e não assumir os atos terroristas praticados. Hipocrisia é colocar-se de herói em uma conflagração que enlutou os lares de muitos brasileiros. 

A excepcional atriz Fernanda Torres, em tese, se não fosse uma simples militante de nossa esquerda, poderia nesse filme imaginado interpretar o papel da Sra. Therezinha Lana Kozel, mãe do Kuka, talvez, assim, pudesse entender que o problema não era apenas o regime autoritário, mas também aqueles que assassinando, roubando e sequestrando levaram o regime a agir de forma correlata. 

Desde 1968 Mario Kozel Filho, o Kuka, não está mais aqui. 

General Diniz 

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR