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Domingo, 12 de Abril 2026

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Não é o clima que está louco

Colunista José Renato Nalini

Não é o clima que está louco
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Quem está louco é o homem. Não acorda para o essencial, mas mergulha no acidental. Quer dinheiro, acima de qualquer coisa. Até de sua vida. Que é única e que é curta. Quem vive mais do que cem anos? E o que significa um século na História? Quase nada. São poucas décadas para fazer algo que valha a pena. Porém, escolheu destruir o seu habitat. Assumiu uma vocação suicida, acelerando o fim da aventura humana sobre o planeta. 

Quem é que não percebeu ainda que o mundo está sofrendo os efeitos dos maus tratos? Aqui no Brasil, terra abençoada, onde não há terremotos, os furacões e ciclones eram exceção, o que se tem visto? 

Um contraste evidente entre precipitações pluviométricas excepcionalmente intensas e uma seca inexplicável. Chuvas torrenciais e baixa vazão dos rios, tudo ao mesmo tempo. Foi o que aconteceu no Acre e Roraima, na tão falada Amazônia – (falada e mal amada; estão conseguindo acabar com ela).  

Enquanto no Acre as enchentes provocaram mortes e quase a totalidade do território vivia situação de emergência, em Roraima a falta de chuva provocou queimadas que enfumaçaram Boa Vista. Em lugar de “boa” vista, ali não se enxergava nada! 

Insana e irracional, prossegue a escalada do desmatamento. Quem desmata está apressando o fim da História. Pois as árvores, além de absorverem o gás carbônico, mediante o fenômeno da ecotranspiração, geram chuva. A chuva boa e necessária para alimentar o lençol freático. Não a chuva assassina que arrasta o que vê pela frente, na maior parte das vezes recuperando o que se subtraiu às águas. Pois uma ocupação indiscriminada de áreas impróprias à construção, faz com que a água reprimida escoe por onde possa. É o que acontece nas enchentes e alagamentos que ocorrem nas cidades que cometeram o erro crasso de “retificar” seus rios. Impedindo o seu curso natural, canalizam aquilo que passa a ser condutor de imundície, pois a total ignorância da população contribui para o que antes era vivo, se converta em líquido fétido e morto. A transportar o desperdício de uma sociedade que não leva a sério a higiene de suas cidades.  

O bicho-homem desmata, polui, maltrata as águas. Depois é o clima que está louco? 

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.  

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