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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
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Não é não!

Nos últimos anos, o assédio sexual contra mulheres vem se tornando um assunto cada vez mais discutido

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Nos últimos anos, o assédio sexual contra mulheres vem se tornando um assunto cada vez mais discutido. Casos de grande repercussão na mídia ajudaram a aumentar a consciência sobre esse tema.

Em 2017, mais de 70 atrizes denunciaram terem sofrido assédio de um único produtor, Harvey Weinstein. Mulheres ricas, poderosas, bonitas e famosas, como Angelina Jolie, demonstraram que não importa a classe social, o assédio pode atingir qualquer uma de nós.

Na esteira das denúncias contra Weinstein, o movimento #MeToo (“eu também”) tomou conta das redes sociais quando a atriz Alyssa Milano sugeriu que as mulheres que já sofreram assédio sexual aderissem ao movimento para mostrar ao mundo a magnitude do problema. Milhões de mulheres em mais de trinta países atenderam ao chamado.

Um ano depois, levantamento do jornal The New York Times mostrou que ao menos 201 homens em posições de destaque foram demitidos por casos de assédio. Juntos, foram denunciados por 920 mulheres por conta da campanha #MeToo.

Dados de uma pesquisa feita pela Talenses, consultoria de recrutamento executivo, com 3.215 entrevistados, revelaram que um terço das mulheres já sofreu algum tipo de assédio sexual no ambiente de trabalho. Muitas deixam de denunciar por medo de serem desacreditadas, estigmatizadas e até mesmo perder o emprego.

Também não faltam casos que mostram, infelizmente, que esse problema está em todos os lugares. No transporte público, na casa do Big Brother Brasil, até mesmo em consultórios médicos, nós mulheres temos dificuldade em encontrar locais em que podemos nos sentir realmente seguras.

Por isso é muito importante a iniciativa da Prefeitura de São Paulo de desenvolver uma série de ações para aumentar a segurança das mulheres nos eventos do Carnaval. Neste ano, além do Ônibus Lilás, que presta atendimento a mulheres vítimas de qualquer forma de violência, e das “Anjas” que abordam e oferecem acolhimento a quem está passando por uma situação de assédio, o carnaval paulistano também contará com os “Anjos” – homens que abordarão outros homens que estiverem se excedendo.

Atacar essa questão em sua raiz significa acolher as vítimas, para que outras mulheres se sintam seguras em denunciar; punir o assediador, para que outros não se sintam confiantes na impunidade; e principalmente realizar ações de conscientização e educação como essas, para que as diversas formas de violência contra as mulheres deixem de ser um traço cultural da nossa sociedade.

Adriana Ramalho

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