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Muitas são as moradas do Pai

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Muitas são as moradas do Pai
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Para confortar seus discípulos que estavam perturbados com a ideia de sua partida iminente, na noite em foi traído, Jesus lhes disse: “Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais.” (João, cap. XIV, vv. 1 a 3).

Acerca dessa passagem, Bezerra de Menezes, in Estudando o Evangelho, esclarece que “há muitas moradas, muitos planetas, todos plenos de vidas – prodigalidade do amor do Criador. São infinitas as moradas onde o Espírito se instala como arquiteto de suas construções, elaboradas com suas mais íntimas emanações. Tudo sob os auspícios do Pai, que, por extremado amor, não nega a Seus amados a oportunidade de transitar por diversos mundos do universo infinito no processo de evolução que só caridade incomensurável lhes oferta.” ... “Muitas moradas, criações de Deus – o Amor Maior -, gravitam no universo, abrigando as criaturas, sempre de acordo coma a conquistas assimiladas ao longo de suas reencarnações: são inumeráveis planetas, cada um com características próprias, em função de centenas de milhares de fatores que a aparelhagem da Terra, embora consideravelmente adiantada em termos de tecnologia, ainda não pode analisar.”.

Note-se que o universo corresponde ao conjunto de toda a matéria e energia existente, ou seja, os fluídos que o preenchem. Ele reúne os astros: planetas, cometas, estrelas, galáxias, nebulosas, satélites, dentre outros, sendo que cada qual nos oferece determinado tipo de ensinamento, sempre levando em conta o adiantamento dos espíritos.

O universo é a nossa universidade, que nos ensinará a sabedoria e a virtude, enquanto que, para nós, a Terra é a nossa oficina que nos faculta as oportunidades de aplicarmos as lições rumo ao progresso, que é a lei da natureza que a todos seres da Criação estão submetidas.

Entre os mundos há os que são ainda inferiores, física e moralmente, à Terra; outros, da mesma categoria que o nosso planeta; e outros que lhe são mais ou menos superiores em todos os aspectos. Nos mundos inferiores a existência é toda material reinando soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que ela se desenvolve, diminui a influência da matéria de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual. 

Nesse passo, quando tivermos progredido moralmente coletivamente, por isso espiritualmente, em um determinado mundo, a ponto de não termos mais nada a nele aprender, seja em virtudes como em sabedoria, nos será permitido o ingresso em um mundo superior, onde continuaremos nosso progresso.

Logo, a classificação dos Espíritos se dá em razão no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de se despojar. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido.

Quem refletir sobre o progresso do mundo, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, perceberá a existência de uma incessante escala progressiva, tal qual acontece com seus habitantes. No livro “A Gênese” Allan Kardec ensina que “o progresso da humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e de presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável.”

No mais, a espiritualidade nos ensina que nosso planeta passa por um profundo processo de transformação, deixando de ser um mundo de provas e expiação, onde os espíritos executam seus trabalhos para aprenderem a utilizar sua inteligência e ao mesmo tempo começam sua purificação, para ser um mundo de regeneração, onde o bem predominará. 

Portanto, a lei do progresso de toda Criação caminha paralela e ininterruptamente, até que, no processo evolutivo, estejamos em condições de habitar mundos felizes e divinos, onde a existência é espiritual.

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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