Durante uma transmissão on-line realizada no dia 11 de julho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, declarou que a presença de militares no Ministério da Saúde provoca uma crise cada vez maior a cada dia no país. De acordo com ele “o Exército se associa a um genocídio”. O ministro se referiu ao fato de militares participarem da gestão e da formulação de políticas públicas voltadas ao combate à Covid-19 no Governo Federal.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, os comandantes das Forças Armadas, e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, criticaram o ministro.
“Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”.
“Genocídio é definido por lei como “a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (Lei nº 2.889/1956). Trata-se de um crime gravíssimo, tanto no âmbito nacional, como na justiça internacional, o que, naturalmente, é de pleno conhecimento de um jurista”, declara o documento.
A nota ainda afirma que na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas.
O texto é assinado pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo; pelos comandantes do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa; e da Força Aérea Brasileira, ten. Brig. Carlos Bermudez.