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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Me dá um dinheiro aí

Colunista *Percival de Souza

Me dá um dinheiro aí
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Uma menina de 12 anos estuprada por homem que tem 35 e a Justiça decidiu absolvê-lo. Um desembargador concedeu habeas-corpus para um traficante do PCC condenado a 126 anos de prisão. Um ministro decidiu arquivar o escandaloso processo do caso Master, que envolve um colega. Salários estratosféricos para juízes, promotores e derivados defendidos enfaticamente por representantes das categorias, diante do basta proferido por ministro do Supremo. Um promotor entrou com ação indenizatória porque se acha professor de português. Episódios pontuais? Infelizmente, não.

Comecemos pelo que envolve bilhões. Muita grana, o vil mental com irresistível sabor e cheiro de rapadura. Cônjuge advogando em processos nas mãos de ministros supremos, sem pejo para mesmo assim julgar sob o crivo da suspeição. No Master, o processo sequer deveria estar no Supremo, porque seus atores não detêm foro privilegiado. Chegaram a chamá-lo de “lixo”, porque a Polícia Federal - nossa melhor – captou conversas para lá de comprometedoras do chefão do banco com um ministro da Corte. Entretanto, a partir do momento em que o nome do ministro apareceu, a PF fez um relatório de 200 páginas, informando o Supremo e pedindo autorização para prosseguir na apuração. Nada descartável, portanto.

 Belo Horizonte: criança de 12 anos foi abusada por homem quase trinta anos mais velho. A menina, claro, deveria estar brincando com boneca. Passou a viver com o estuprador, como se fossem marido e mulher. Mas suas majestades do Tribunal mineiro optaram por ver apenas uma relação “consensual”, estuprando o Estatuto da Criança. Absurdo tão grande que o Conselho Nacional de Justiça exigiu explicações do inexplicável para o TJ-MG.

Salariões, Master cercado por sanguessugas do Erário. Berram: quero o meu! Também quero as trinta dracmas de prata do grande traidor! Somos Zeuses do Olimpo! Um desembargador do Mato Grosso do Sul deu liberdade para perigoso traficante, com habeas-corpus em estratégico plantão judiciário. Foi colocado em disponibilidade. O traficante sumiu. Por fim, ainda Minas. Em crise de identidade, um promotor converteu-se em professor do idioma. Entrou com uma ação indenizatória por “danos culturais” ao País: uma emissora de TV usou a pronúncia de uma palavra paroxítona, “recorde”, que deveria ser dita como proparoxítona. Está aberto o Febeafó, festival de besteiras que assola o Fórum.

*Jornalista e escritor

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