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Quinta-feira, 22 de Outubro 2026
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Lembrai-vos de Robespierre

Colunista Eduardo Diniz

Lembrai-vos de Robespierre
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Maximilien François Marie Isidore de Robespierre, foi um advogado e político francês com destacado papel durante a Revolução Francesa. A notoriedade de Robespierre se deveu principalmente ao protagonismo que assumiu na fase mais sangrenta do movimento, naquele que foi chamado o Período do Terror. Enquanto ocupou a chefia do Comitê de Salvação Pública, 40 mil opositores políticos e inocentes acusados de serem contra-revolucionários foram levados à guilhotina. 

O extremo poder que exercia, o cegou para as mudanças que aconteciam, notadamente com o fortalecimento de seus opositores do Comitê de Segurança Geral. No dia 27 de julho de 1794, juntamente com o seu irmão e mais 17 colaboradores é preso e, sem ser julgado, no dia seguinte é guilhotinado, encerrando-se assim a sua jornada de delírio e extremo poder. 

O Brasil experimenta nos dias hoje a sua revolução que busca exterminar os valores conservadores da sociedade em favor do pensar "democrático" e salvador progressista. Revolução com características de golpe, na medida que, os processos eleitorais foram burlados com descarado favorecimento a uns em oposição à perseguição a seus oponentes, tudo engendrado pela nossa suprema corte. 

Na nossa revolução, um ex-presidente condenado por corrupção é solto e a ele é dado o direito de participar das eleições presidenciais. Nestas eleições seus opositores são censurados, julgados e até presos. Diante da consumada eleição para presidente de um criminoso e da atuação fora da lei e parcial do Supremo Tribunal Federal, no dia 8 de janeiro deste ano, alguns brasileiros inconformados invadem a capital federal para exigir que a ordem fosse restabelecida. Nesse afã, os manifestantes cometeram alguns excessos. 

Essa foi a deixa para que, um egrégio ministro do Supremo Tribunal Federal, o grande dono da verdade e máximo "defensor" da democracia, taxasse a todos que participaram da manifestação de golpistas e, como na França revolucionária, sumariamente, acusou, julgou e condenou a vários anos de prisão brasileiros que apenas queriam que a justiça voltasse a existir no país. 

Como Robespierre, o nosso magnânimo juiz, quase um Deus, age sem levar em conta que vivemos em universo mutante e que sem menos se esperar o estado de coisas que nos circundam podem se alterar. A sua rede de apoio composta pela imprensa e Congresso Nacional pode se enfraquecer diante da pressão do eleitorado e do surgimento de novos atores. 

Excelentíssimo Sr. Juiz, lembre-se "não há bem que sempre dure, nem mal que não se acabe". A guilhotina não existe mais, hoje o impeachment, a prisão, a vergonha e o desprezo são os castigos que se anunciam. 

Eduardo Diniz 

Um cidadão brasileiro. 

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