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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
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Ipem-SP verifica aparelhos de medir pressão arterial destinados a hospital da Zona Leste da Capital

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado

Ipem-SP verifica aparelhos de medir pressão arterial destinados a hospital da Zona Leste da Capital
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O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo defender o consumidor, finalizou na quinta-feira, 9 de abril, a verificação periódica de 40 esfigmomanômetros hospitalares, aparelhos popularmente conhecidos como medidores de pressão arterial, a serem utilizados no hospital Vitória, na Zona Leste da Capital.

 

Os esfigmomanômetros são aparelhos de alta precisão, e devem passar por verificação anual, segundo a legislação pertinente. O aparelho é regulamentado no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade (Inmetro), sendo que cada modelo conta com uma portaria de aprovação, que deve constar no aparelho. Em São Paulo, a verificação é realizada pelo Ipem-SP.

 

Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios no fabricante, para verificar se está medindo corretamente, a ação é denominada de verificação inicial. O aparelho precisa ser verificado periodicamente, para que sejam mantidas as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e pode passar a apresentar medições erradas.

 

Em 2020, até o momento, foram verificados 3.490 aparelhos de medir pressão arterial em hospitais e clínicas, e 27.250 na verificação inicial, em fabricantes e importadores destes instrumentos. Em 2019, o Ipem-SP verificou em hospitais e clínicas 19.992, e 268.660 na verificação inicial em fabricantes e importadores destes instrumentos.

 

A verificação de esfigmomanômetros

 

Regulamentado pelo Inmetro, o esfigmomanômetro deve ser verificado anualmente, a ação é obrigatória, assegurando a conformidade com as normas. Os instrumentos que são encontrados sem modelo de aprovação devem ser retirados do mercado, e não devem ser utilizados.

 

O Ipem-SP realiza a verificação e fixa no aparelho a etiqueta com a referência ao ano seguinte. Quando a ação é realizada na fábrica, as equipes do instituto fixam a etiqueta "verificação inicial", estando o instrumento sujeito a verificação subsequente a qualquer momento após a colocação em uso. Os aparelhos verificados neste ano recebem o selo do Inmetro com referência ao ano de 2021.

 

Para verificação periódica, os esfigmomanômetros devem ser encaminhados ao Ipem-SP, por meio das suas regionais em todo o Estado de São Paulo. Nos laboratórios, o instrumento é verificado através de aparelho padrão de pressão para ver se a medição está correta. Essa verificação tem como finalidade garantir a confiabilidade das medições, e, como consequência, resguardar a saúde do cidadão.

 

Nos casos em que o instrumento é reprovado, o equipamento deve ser encaminhado para reparo em uma oficina credenciada pelo Ipem-SP. Após o conserto, deve ser novamente conferido, se aprovado é afixada a marca de verificação do exercício para o ano subsequente. Esta marca pode ser conferida pelo cidadão, que no caso de não estar presente, ou com referência aos anos anteriores, deve solicitar a utilização de um esfigmomanômetro com o selo do Inmetro atualizado.

 

O Ipem-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

 

Projeto de pesquisa

 

O Ipem-SP e o Inmetro concluíram em dezembro de 2019 um projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), intitulado “Proposta de ensaio de proficiência aplicado à acreditação no âmbito da metrologia legal na medição de pressão arterial”. Este projeto objetivou analisar o desempenho de empresas autoverificadoras de esfigmomanômetros de forma a garantir que tais equipamentos não sejam colocados no mercado em desacordo com a regulamentação, neste caso podendo impactar negativamente na saúde humana. 

 

O projeto, iniciado em 2017, permitiu ao Ipem-SP, por meio do Laboratório de Pressão do Departamento de Metrologia Científica e Industrial do Ipem-SP, capacitar-se em prover ensaios de proficiência para empresas que realizam autoverificação de esfigmomanômetros. Através dos ensaios de proficiência, é possível monitorar o desempenho de cada uma das empresas nas etapas de verificação inicial de esfigmomanômetros. Empresas que obtiverem desempenho insatisfatório terão de implementar ações para corrigir o problema, sob pena máxima de perda da acreditação e da autorização para autoverificação.

 

 

Ipem-SP é responsável pela verificação de termômetros clínicos e industriais

 

O Ipem-SP, (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro, segue na rotina das verificações de termômetros clínicos, utilizados na área da saúde, e os termômetros industriais, de uso para medição do petróleo, seus derivados e biocombustíveis líquidos (etanol).

 

O Laboratório de Temperatura, integrante dos laboratórios que compõem o Departamento de Metrologia Científica e Industrial do Ipem-SP, é o setor responsável pela verificação metrológica inicial no Estado de São Paulo de todos os termômetros clínicos e industriais que são fabricados ou importados.

 

A verificação inicial de termômetros clínicos também é realizada dentro das empresas pelas equipes das regionais do Ipem-SP.

 

A regional do Ipem-SP em Campinas, por exemplo, tem executado verificações na Omron Healthcare, multinacional japonesa, localizada em Indaiatuba, interior de São Paulo. Neste ano, por exemplo, desde fevereiro foram verificados 31.200 termômetros clínicos. Em abril, está prevista a verificação de 27.600 unidades.

 

De acordo com regulamentos do Inmetro, os termômetros clínicos - aqueles dedicados a medir a temperatura corporal - e os industriais devem obrigatoriamente ser verificados por um órgão metrológico oficial antes de serem disponibilizados no comércio. Se aprovado nos ensaios, cada termômetro industrial recebe um Certificado de Verificação e cada termômetro clínico recebe uma Marca de Verificação.

 

Em 2020, até o momento, o Ipem-SP fez verificações em 158.500 termômetros clínicos e 2.151 termômetros industriais. Em 2019, foram verificados 120.000 termômetros clínicos e 10.585 termômetros industriais.

 

Medição de temperatura na saúde humana

 

As medições de temperatura corporal podem determinar se um paciente está ou não doente. Por essa razão, os termômetros clínicos são verificados pelo Laboratório de Temperatura do Ipem-SP, de maneira a garantir que apenas aqueles que meçam corretamente sejam disponibilizados no comércio.

 

Os termômetros clínicos digitais são ensaiados no ponto 37 °C e os de vidro são ensaiados nos pontos 37 °C e 41 °C.

 

Ao comprar um termômetro clínico, verifique se ele possui a Marca de Verificação (etiqueta do Inmetro). Se este não for o caso, não compre o instrumento e denuncie na Ouvidoria do Ipem-SP.

 

Disseminação da grandeza temperatura

 

O Laboratório de Temperatura do Ipem-SP também é responsável por disseminar a grandeza temperatura para as atividades de fiscalização do instituto, principalmente na área de produtos pré-medidos. Para isso, o laboratório conta com padrões de referência milesimais rastreados diretamente aos padrões nacionais de temperatura no Inmetro.

 

De forma a verificar a estabilidade dos termômetros utilizados por outros laboratórios, o Laboratório de Temperatura realiza periodicamente o ensaio do ponto de gelo (0 °C) de cada termômetro de trabalho. O ensaio é realizado mediante a comparação dos termômetros de trabalho com os de referência, todos eles em contato com gelo fundente de água deionizada, sendo assim possível atingir a temperatura de 0,000 °C.

 

Unidades de medida

 

A unidade de medida do Sistema Internacional de Unidades (SI) para a grandeza temperatura é o kelvin, símbolo K (maiúsculo). Com essa unidade, considera-se 0 K (zero kelvin) a temperatura de um corpo em que não há nenhuma energia térmica, fenômeno esse conhecido também como zero absoluto.

 

O SI reconhece o grau Celsius, símbolo °C, como uma unidade derivada diretamente do kelvin. Ambas as unidades variam na mesma taxa de proporção, o que significa que uma variação de temperatura de 1 K é exatamente igual a uma variação de 1 °C. Considerando que 0 °C (273,15 K) é a temperatura de fusão do gelo, a temperatura ambiente de 20 °C equivale a 293,15 K.

 

Outras unidades de temperatura, como o grau Fahrenheit (°F) amplamente utilizado em países anglófonos, são unidades fora do SI cujo uso não é recomendado, conforme 9ª edição do SI.

 

O contato com a equipe do Laboratório de Temperatura do Ipem-SP pode ser feito pelo e-mail temperatura@ipem.sp.gov.br. Mais informações no site do Ipem-SP.

 

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