A chamada globalização, enquanto um processo de integração internacional que, dentre outros aspectos, promove a conexão de fatores relacionados à economia, política e cultura, cria desafios que devem e precisam ser equacionados.
Dentro desse contexto há um movimento crescente, instigado por interesses que nem sempre são absolutamente claros, que tem gerado turbulências e o uso de violênciapor invocação religiosa. Em nome de Deus, que é de paz e misericórdia, portanto de amor, guerras são declaradas e, com isso, sofrimento e flagelos são disseminados pelo planeta.
Ao invés do uso da moderação - quando as pessoas entendem seus limites e os limites dos outros procurando respeitá-los - a intolerância, que é fonte dispersiva e está longe de coordenar ou convencer, tem prevalecido.
Isso exige o exercício da tolerância para que, com a mesma abnegação de um médico que não mede esforços para tratar seus pacientes, haja um esforço para o entendimento numa perspectiva que deve ultrapassar a visão egoísta do “eu”, inclusive para que não ocorra a fragilização dos fatores de reconciliação e coesão, que se apresentam como condições essenciais para uma coexistência harmoniosa.
Devem ser superadas as dificuldades de compreensão dos conceitos culturais, históricos e religiosos dos povos para que seja possível o
diálogo entre as civilizações, evitando-se, assim, a violência fundada num fanatismo religioso. Mesmo lidando com realidades frágeis e instáveis, a ideia de globalização deve favorecer a compreensão, o desenvolvimento e a paz entre os povos.
É o legado de Chico Xavier no sentido de que: “Uma mágoa não é motivo para outra mágoa. Uma lágrima não é motivo para outra lágrima. Uma dor não é motivo para outra dor. Só o riso, o amor e o prazer merecem revanche. O resto, mais que perda de tempo... é perda de vida”.
* Governador 2006/2007 do
Distrito 4430 de Rotary International