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Terça-feira, 09 de Junho 2026
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General Villas Bôas, um grande comandante

Um grande comandante, digno herdeiro de Caxias

General Villas Bôas, um grande comandante
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Ao final, toda essa entrega haveria de afetar a sua saúde física, como lamentavelmente ocorreu. Mas nem a doença foi capaz de derrotar o nosso heroico comandante. Ao reverso, evidenciou a sua imensa capacidade de luta, presente, apenas, nos mais destacados heróis nacionais. A relevância do seu comando e sacrifício pessoal extremo serão lembrados pelas próximas gerações como um dos mais belos e expressivos exemplos de um soldado que honrou o juramento de defender a Pátria, ainda que com o sacrifício da própria vida.

Conheci o General Villas Bôas em 2004, no VI Encontro Nacional de Oficiais da Reserva do Exército, VI ENOREx, em Manaus. O então Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia teve uma participação fundamental no sucesso daquele inesquecível evento. Percebi, desde logo, tratar-se de um militar que se destacava na carreira por sua liderança, inteligência, cultura e operacionalidade. O que eu não poderia imaginar é que a distinta e respeitosa amizade, nascida naquele belíssimo ENOREx, faria com que eu vivenciasse a honra e o privilégio de um dia vê-lo como o grande comandante do Exército Brasileiro. Sua reconhecida capacidade de chefiar, aliada à sensibilidade, patriotismo, lucidez, visão estratégica e perspicácia dos grandes líderes militares, proporcionou-lhe uma perfeita compreensão do trabalho desenvolvido há mais de duas décadas pelo Conselho Nacional de Oficiais da Reserva e suas AORE’s, tendo como principal foco aglutinar e reconduzir os Oficiais R/2 à caserna, de onde, na verdade, jamais se consideraram desligados. Durante toda a sua belíssima jornada nos postos e funções mais importantes da Força, o General Villas Bôas sempre apoiou e incentivou o CNOR e suas filiadas, contribuindo, decisivamente, para que o Sistema adquirisse confiabilidade e credibilidade no meio militar.

Nosso Grande Chefe está concluindo, brava e heroicamente, uma das mais difíceis missões atribuídas nas últimas décadas a um soldado brasileiro. Como presidente do CNOR, durante todo o seu comando estive, muitas vezes, bem próximo do nosso líder. Testemunhei a sua entrega total a uma missão das mais difíceis, que certamente a História registrará a seu tempo, eis que pairavam sobre o nosso país sérias ameaças de caos institucional, político e social. A sua perfeita compreensão da gravidade do cenário brasileiro, aliada a liderança, responsabilidade e senso de cumprimento do dever inigualáveis, proporcionaram as condições que mantiveram o Brasil na sua destinação histórica. Nos muitos encontros que tivemos, vários deles a sós e em momentos conturbados da vida nacional, nunca vislumbrei em seu semblante e atitudes nada que não demonstrasse uma profunda certeza de que o país superaria suas crises e dificuldades. A solidão do comando jamais impediu que o nosso Chefe tomasse as decisões, acertadas e patrióticas, que influíram, decisivamente, na manutenção da integridade institucional da nação.

Ao final, toda essa entrega haveria de afetar a sua saúde física, como lamentavelmente ocorreu. Mas nem a doença foi capaz de derrotar o nosso heroico comandante. Ao reverso, evidenciou a sua imensa capacidade de luta, presente, apenas, nos mais destacados heróis nacionais. A relevância do seu comando e sacrifício pessoal extremo serão lembrados pelas próximas gerações como um dos mais belos e expressivos exemplos de um soldado que honrou o juramento de defender a Pátria, ainda que com o sacrifício da própria vida.

General Villas Bôas, grande chefe militar, cidadão brasileiro da melhor estirpe, herdeiro dos mais dignos do Duque de Caxias, MINHA RESPEITOSA E EMOCIONADA CONTINÊNCIA.

*o autor é Historiador, Oficial R/2 do Exército Brasileiro, Patrono, Ex-presidente e Fundador do CNOR, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto Histórico de Petrópolis, Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB.

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