A Delegacia do Meio Ambiente (Dicma) apreendeu na manhã de terça- feira, dia 14 de janeiro, na Rua General José Corrêa, na região do Grajaú, Zona Sul de São Paulo mais de mil galos destinados à pratica ilegal de rinha.
De acordo com as primeiras informações, a organização faz a criação desses galos exclusivamente para as disputas. A investigação apurou que já existia um inquérito aberto pela delegacia para apurar esse tipo de crime.
Duas pessoas foram detidas para prestar esclarecimentos. A perícia foi acionada até a casa onde as aves são criadas. O caso foi levado à Dicma de Santo André.
O comércio de galo de rinha acontece livremente nas redes sociais e em sites de compra e venda. No Brasil, as brigas de galo estão proibidas desde 1934, com a edição do Decreto Federal 24.645 que proíbe “realizar ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes, touradas e simulacro de touradas, ainda mesmo em lugar privado.”
Embora seja proibida no país, a prática continua acontecendo na clandestinidade. Basta ter galos de raça combatente, a rinha (uma espécie de ringue), o juiz e os apostadores. A tradição é antiga: os primeiros registros, encontrados na Índia, são do ano 1 400 a.C.. A cultura ganhou força na Grécia antiga, por estimular o espírito de combate dos guerreiros. A partir daí, se espalhou pela Europa e, depois, pelo mundo, por meio dos colonizadores. Veio ao Brasil no século 17 com os espanhóis, e ganhou adeptos.
Países como EUA, Argentina e Inglaterra também proíbem a briga de galo.