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Terça-feira, 17 de Março 2026

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Feminicídio

Feminicídio é um crime hediondo contra mulheres, em contextos discriminatórios e desigualdade de gênero

Feminicídio
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Feminicídio é um crime hediondo contra mulheres, em contextos discriminatórios e desigualdade de gênero e covarde por parte de “homens” que se acham superiores, são possessivos e machistas.
Questões históricas, culturais, econômicas, políticas, sociais e até religiosas, muitas vezes toleradas pelas sociedades, contribuem para o feminicídio. A mulher não deve ser considerada objeto, e sim ser amada, protegida e parceira.
Quem ama não mata, quem mata odeia, que é o amor não correspondido ou submisso.       
É um crime de ódio, e nada justifica alguém tirar a vida de outro ser, principalmente quando se diz que se ama, o que é mentira, pois possessão, ciúme, inveja, não são amor e sim um ato de desespero pela insegurança, fraqueza, e problemas mentais. Ninguém é dono do outro, dizendo que se não for minha não será de mais ninguém, um grande absurdo.
As mulheres que passam por violências com raízes misóginas, com abusos verbais físicos e sexuais têm que ser protegidas, dai o surgimento de leis como a Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicidio de 2015.
As mulheres, devem denunciar seus parceiros possíveis assassinos para terem punições severas, coibindo esse tipo de ação, enfrentando a cultura misógina e patriarcal negativa, que muitas vezes culpabiliza a vítima, gerando o medo de denunciar. O Brasil é o quinto país no mundo que mais mata mulheres, um absurdo.
Aos poucos as mulheres estão ocupando seus espaços com igualdade de direitos em várias áreas com competência, valorização profissional, independência financeira, cuidando de famílias, após abandono dos homens, mas ainda falta muito para terem o que merecem.
Ninguém merece sofrer violência doméstica e sexual. Todos somos seres humanos, animais racionais em evolução. No mundo animal, existe mais respeito à questão de gênero do que entre nós.
Homens que praticam o feminicídio podem apresentar transtornos de personalidade antissocial e devem ser punidos por isso. Podem também ter desvio de personalidade comportamental violenta, muitas vezes por impotência, insegurança, possessividade, e suposta sensação de poder, ou complexo de inferioridade, usando a força para agredir, um machismo aprendido culturalmente, por não aceitar o termino do relacionamento, não respeitando nem os filhos.
As mulheres ao perceberem qualquer alteração no comportamento do companheiro devem informar e pedir ajuda aos pais, irmãos, parentes e amigos, antes que algo de pior aconteça, pois se ficar sozinha e isolada dará mais força ao agressor, que ao perceber sua fragilidade irá usar de mais violência, tornando-a dependente e com autoestima baixa, ficando depressiva, até acreditando que merecem esse castigo, não denunciando e com medo de perder o parceiro devido à dependência financeira, e preocupação com os filhos. Por isso d evem pro curar ajuda o quanto antes, sem medo para se fortalecer e não se sentir desamparada.
Todos merecemos ser tratados com respeito, amor e compreensão, fora disso não há relacionamento.
* Psicólogo e psicoterapeuta.  E-mail: marco.garcia357@gmail.com

Marco Antonio Garcia

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