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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Evidência da criação na natureza, no universo e na vida humana

Colunista *Paulo Eduardo

Evidência da criação na natureza, no universo e na vida humana
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Questão que permeia frequentes discussões é a relação entre fé e razão.

Mas, embora o tema seja antigo, complexo e contínuo, é plausível afirmar que a análise conjunta dos tópicos, em complementaridade, viabiliza uma melhor compreensão humana e de qualidade de vida. Isso porque, a ciência estuda o funcionamento da matéria e o "como" do universo, e a fé aborda o "porquê", a ética e o sentido da existência, sendo equivocada a narrativa de conflito.

 A demonstração disso está nos estudos feitos pelos filósofos, teólogos e cientistas na antiguidade, na idade média e atualmente.

Especificamente no campo da ciência,  na idade média, o matemático italiano Leonardo Fibonacci, também conhecido como Leonardo de Pisa (1175-1250),  desenvolveu uma fórmula conhecida como o “enigmático número de ouro”, que deu origem a uma curva chamada de “espiral áurea”, a qual demonstra a existência de uma mesma sequência numérica nas galáxias, nas árvores, nas ondas dos mares, nos animais, nos fenômenos naturais e, até mesmo, nas digitais de todos os seres humanos, ou seja, encontra-se em toda parte.

Essa sequência, aliás, aparece nas pirâmides do Egito – nos elementos de Euclides, considerado o pai da geometria -, bem como nas obras de Pitágoras, tendo inspirados artistas, músicos e pintores como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Salvador Dali, sendo utilizada, inclusive, pelos arquitetos e engenheiros para a construção de casa, prédios e escadas.

Resultado disso é que o número de ouro ou “espiral áurea” - 1,61803398875 - criou um padrão, uma proporcionalidade e uma fórmula matemática que foi classificada como uma espécie de assinatura de Deus na natureza.

Modernamente, Gregg Braden, cientista, pesquisador, e escritor norte americano, após 12 anos de análises buscando combinar espiritualidade e ciência, desenvolveu a teoria de que a assinatura divina está codificada no DNA humano, em cada célula do corpo humano.

Por essa teoria a estrutura química do DNA humano (10-5-6-5) reflete as letras do nome hebraico de Deus, YHWH (Yahweh), ou seja, a chave usada para traduzir o código do DNA para uma linguagem significativa foi aplicar a descoberta que converte os elementos em letras do hebraico à química moderna.

Desse modo, os padrões químicos repetidos em cada célula dos mais de oito bilhões de seres humanos registra o nome divino (YHWH); a estrutura trina do ser - corpo, alma e espírito - que são marcas indeléveis do Criador e, sobretudo, o ato divino formador dos elementos da nossa existência.

Oportuno destacar que, no livro “O Código de Deus - O Segredo do Nosso Passado, a Promessa do Nosso Futuro", editora Cultrix, Braden elucida que: "Com base em seus valores equivalentes, o hidrogênio se transforma na letra hebraica yod (y), o nitrogênio na letra hey (h), o oxigênio na letra vav (v) e o carbono na letra gimel (g).  Essas substituições revelam que a antiga forma do nome de Deus, YH, existe como química do nosso código genético. Por meio dessa ponte entre o nome de Deus e os elementos da ciência moderna, é possível desvendar o mistério e descobrir um significado ainda maior no antigo código que vive em cada célula do nosso corpo".

Essa pesquisa, em outras palavras, revela a existência de uma mensagem oculta indicando que a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, que chamamos de Deus, além de criar o homem à Sua semelhança (Gênesis 1:26-27), deixou Sua marca ao registrar Sua assinatura no DNA humano.

Fato é que em ambos os estudos - Fibonacci e Bredan – transcendem o filosofar ao ultrapassarem os limites do pensamento para buscar evidências científicas da existência de um design inteligente e intencional que enfatiza a onisciência (conhecimento infinito sobre todas as coisas) e a onipresença (presença em todo lugar) de Deus na criação e sustentação do universo, na natureza e na vida humana.

Aqui cabe lembrar de Santo Agostino, teólogo e filósofo do cristianismo, ao dizer “est Deus superior summo, interior intimo meo”, que significa, que Deus está na intimidade do ser e não deve ser procurado fora, mas dentro de nós.

Essa perspectiva, repita-se, alicerçada na inteligência, une ciência e espiritualidade/fé e razão ajudando-nos a transformar o "eu" em um lugar de encontro com o divino – que está dentro de cada um de  nós - e a consolidar a fé por meio do conhecimento e da compreensão racional, reforçando o axioma de Allan Kardec que define que “fé racionada é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade”.

*Governador 2006/2007 do
Distrito 4430 de Rotary International.

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