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Segunda-feira, 12 de Outubro 2026
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Escravos de uma ideologia

Constituição Federal de 1988 definiu as bases de funcionamento do nosso país como um Estado

Escravos de uma ideologia
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Constituição Federal de 1988 definiu as bases de funcionamento do nosso país como um Estado Democrático de Direito. É Democrático, pois a escolha dos agentes para a ocupação de cargos no Executivo e no Legislativo se dá por meio de sufrágio universal e é de direito por conta da irrestrita subordinação às leis.

Os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil são listados no art 3º da Constituição e são:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Visando a consecução destes objetivos, a Nação e os agentes públicos escolhidos pelo povo, sejam de orientação política à esquerda, à direita ou de centro, por meio do debate e da confrontação de ideias, estabelecem as políticas a serem implementadas. Deve-se pois entender que a disputa entre esses diferentes atores não se dá apenas para a conquista do poder, pura e simplesmente,  mas sim para o estabelecimento das políticas, hora mais à esquerda, hora mais à direita, mas que sempre deverão visar a consecução dos objetivos fundamentais definidos.

O Estado sempre perde quando não se observa este entendimento e as ideologias são colocadas acima dos objetivos do Estado, contribuindo assim para o enfraquecimento do mesmo. O escravo de uma ideologia fica cego a tudo aquilo que poderia contribuir para  a conquista dos objetivos do Estado, o que  vem a prejudicar toda uma nação.

O que mais se vê hoje em nosso país são pessoas e dirigentes que foram dominados por essa escravidão. Com total subordinação às ideologias, defendem a libertação de criminosos, dificultam o combate à criminalidade, apóiam criminosos que “hackeiam” telefones de autoridades, boicotam a mudança na previdência, embora saibam que seria uma medida importante para o desenvolvimento do país, promovem greves e balburdias apenas com o fito de prejudicar a administração pública, desinformam a sociedade, plantando notícias alarmistas para promover o caos e  o descrédito no governo.

Enquanto alguns trabalham para reerguer o país, outros o puxam de volta para o buraco. A nação que tem o poder do voto deve estar atenta para identificar aqueles que não querem o bem do país e só se subordinam às suas ideologias.

Gen. div. Res. Eduardo Diniz

*Analista do Núcleo de Estudos Estratégicos em Defesa e Segurança da UFSCAR (NEEDS)

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