Constituição Federal de 1988 definiu as bases de funcionamento do nosso país como um Estado Democrático de Direito. É Democrático, pois a escolha dos agentes para a ocupação de cargos no Executivo e no Legislativo se dá por meio de sufrágio universal e é de direito por conta da irrestrita subordinação às leis.
Os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil são listados no art 3º da Constituição e são:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Visando a consecução destes objetivos, a Nação e os agentes públicos escolhidos pelo povo, sejam de orientação política à esquerda, à direita ou de centro, por meio do debate e da confrontação de ideias, estabelecem as políticas a serem implementadas. Deve-se pois entender que a disputa entre esses diferentes atores não se dá apenas para a conquista do poder, pura e simplesmente, mas sim para o estabelecimento das políticas, hora mais à esquerda, hora mais à direita, mas que sempre deverão visar a consecução dos objetivos fundamentais definidos.
O Estado sempre perde quando não se observa este entendimento e as ideologias são colocadas acima dos objetivos do Estado, contribuindo assim para o enfraquecimento do mesmo. O escravo de uma ideologia fica cego a tudo aquilo que poderia contribuir para a conquista dos objetivos do Estado, o que vem a prejudicar toda uma nação.
O que mais se vê hoje em nosso país são pessoas e dirigentes que foram dominados por essa escravidão. Com total subordinação às ideologias, defendem a libertação de criminosos, dificultam o combate à criminalidade, apóiam criminosos que “hackeiam” telefones de autoridades, boicotam a mudança na previdência, embora saibam que seria uma medida importante para o desenvolvimento do país, promovem greves e balburdias apenas com o fito de prejudicar a administração pública, desinformam a sociedade, plantando notícias alarmistas para promover o caos e o descrédito no governo.
Enquanto alguns trabalham para reerguer o país, outros o puxam de volta para o buraco. A nação que tem o poder do voto deve estar atenta para identificar aqueles que não querem o bem do país e só se subordinam às suas ideologias.
Gen. div. Res. Eduardo Diniz
*Analista do Núcleo de Estudos Estratégicos em Defesa e Segurança da UFSCAR (NEEDS)