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Sábado, 27 de Junho 2026
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Em terra de sapo, de cócoras com eles

Colunista Eduardo Diniz

Em terra de sapo, de cócoras com eles
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Esta era uma frase que um antigo Chefe que, recentemente nos deixou, gostava de lembrar e que muito me auxiliou em minha vida profissional e pessoal. Ela nos diz da capacidade que devemos ter para nos adaptarmos ao ambiente em que estamos. Seja profissional ou socialmente, este comportamento possibilita uma melhor aceitação pelo grupo que integramos, abrindo as portas para uma participação mais ativa ou, no mínimo a nossa sobrevivência. 

Entre seres humanos não se estabelece uma relação bem sucedida sem que estejamos dispostos a ceder em algum ou alguns de nossos posicionamentos. Seja no casamento no convívio social ou no trabalho devemos dar algo de nós para bem convivermos com quem está à nossa volta. 

 “Sou assim, se quiser me aceite como sou”, essa é uma atitude, em certo grau, de quem tem personalidade mas que nem sempre levará ao sucesso e em certa monta expõe uma predisposição a não contribuir em nada para inexistência de atritos e para uma convivência harmônica. 

O ser autêntico em qualquer condição revela a inocência de se ignorar alguns aspectos sombrios da natureza humana que podemos encontrar entre aqueles com quem iremos conviver, aspectos como: dificuldade de aceitar o diferente, a vaidade, a inveja, a soberba e a prepotência. Devemos saber, queiramos ou não, que a nossa autentica e expontânea  forma de falar, forma de agir e até forma de trajar, pode causar boas ou más impressões para aqueles com quem nos relacionamos com os consequentes reflexos positivos ou negativos em nossas vidas. 

Ao ingressarmos num novo grupo antes de qualquer coisa devemos saber onde estamos pisando e para tal devemos ligar todos os nossos receptores para, em conhecendo as características do grupo e de cada um, suas virtudes e defeitos, suas crenças e princípios, venhamos a ser valorizados naquilo que somos e evitemos as armadilhas que, em sendo autênticos, podemos cair. 

Com o ficar de cócoras mostramos ainda humildade e respeito às pessoas e à cultura da organização da qual passamos a fazer parte. 

Se não quer viver decepções em seus relacionamentos pessoais e profissionais lembre-se: em terra de sapo, de cócoras com eles. 

"Dedico este texto à memória do saudoso chefe e amigo Cel Art Edmir Mármora Junior, saiba, onde estiver, de todo nosso apreço e admiração” 

 

Eduardo Diniz 

Um Cidadão Brasileiro 

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