Devemos acreditar na voz que jurou defender a Pátria mesmo com o sacrifício da própria vida? Na voz que, com a alma vibrando, canta a plenos pulmões o hino Nacional? Na voz que brada “Selva!”, “Aço!”, “Caatinga!” ou “Aviação!” em defesa do nosso país? Na voz que diz sempre sim ao chamado da nação, não importando se a missão é para combater o mosquito da dengue, para auxíliar em uma catástrofe, para se defrontar com criminosos nas comunidades do Rio de Janeiro ou para, em Roraíma, fazer a acolhida dos irmãos venezuelanos que migram para nosso país?
Em lado oposto, devemos ou podemos acreditar naquela voz que combina e exige propina em troca de favores? Na voz que confabula no Congresso trocando apoio por cargos? Nas vozes que pregam a luta de classes e colocam o negro contra o branco, o hétero contra o homossexual, brasileiros contra brasileiros? Na voz que vota a favor da concessão de habeas corpus para um criminoso condenado, mesmo indo contra o clamor popular por justiça? Na palavra de uma imprensa que não guarda nenhum compromisso com a verdade, mas sim com quem a financia ou então de acordo com suas crenças ideológicas?
E aí, de que lado você está? Está do lado daquele que jurou dar a vida pela pátria ou dos apátridas que do país apenas querem usufruir do poder pelo poder ou do dinheiro fácil?
* Eduardo Diniz, Um cidadão brasileiro