Aguarde, carregando...

Domingo, 28 de Junho 2026
Notícias Colunistas

Ele poupou as mulheres

Colunista *José Renato Nalini

Ele poupou as mulheres
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O polêmico professor de Harvard, Roberto Mangabeira Unger, que foi Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos desta República, escreveu um artigo na FSP bastante provocativo.

            Comentou o que faria um estadista diante da truculência trumpiana e reconheceu que, em termos de serviços, o Brasil está muito adiante e muito acima dos irmãos norte-americanos.

            Ele concorda com a maioria dos especialistas ianques, de que dentro de alguns meses, as tarifas autoritariamente impostas ao restante do mundo serão declaradas ilegais e inconstitucionais, mas aproveitou para criticar o populismo e a forma de nomeação dos integrantes do STF.

            Um pouco por culpa da própria Constituição de 1988, que de tanto prestigiar o Poder Judiciário transformou o Brasil na terra-livre da litigância e fabricou a República da Hermenêutica, outro tanto pelo excesso de protagonismo, a Corte Suprema é a bola da vez.

            Para Unger, uma das raízes da surreal situação brasileira está na composição do STF e na natureza dos ministros: “Recrutados comumente entre os cupinchas do presidente, muitos (menos as mulheres) são falastrões, frívolos, vaidosos e narcisistas. Suas confirmações pelo Senado são formalidades. Suas posses são grandes festas, frequentados pelos endinheirados, sequiosos de seus favores. Lembram os casamentos opulentos, nos quais é fácil prever o divórcio”.

            Mangabeira Unger poupou Ellen Gracie, Rosa Weber e Cármen Lúcia. Nem tudo está perdido no Tribunal que, embora funcionando como quarta instância, é o guardião da Constituição e melhor seria se resumisse a sua atuação a esse relevantíssimo papel e declinasse de toda a competência extravagante que o coloca na alça de mira da mídia, da Academia, do setor Justiça e de toda a sociedade brasileira.

            Algum dia o povo brasileiro ainda será premiado com a profunda reforma estrutural do sistema Justiça, aquela que ainda não foi feita e que fará prevalecer o critério racional do julgamento definitivo em segunda instância e, além de converter o STF em Corte Constitucional, fará com que o STJ volte à sua vocação natural: Corte de Unificação da lei federal?

            A esperança, mesmo agonizante e na UTI, ainda não morreu...

 

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

 

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR