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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

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El Niño não perdoa

Dois dos dias mais quentes do planeta aconteceram no mês de julho de 2023

El Niño não perdoa
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Dois dos dias mais quentes do planeta aconteceram no mês de julho de 2023. A segunda-feira, dia 3, fora o dia mais quente de acordo com o Centro Nacional de Previsão Ambiental dos Estados Unidos. A temperatura média global atingiu 17,01 graus centígrados, superando o recorde anterior de agosto de 2016, quando atingira 16,92 graus.


É uma advertência do “El Niño”, para a insanidade dos homens, que preferem ignorar as consequências da insensatez coletiva. Tudo era previsível e chega mais cedo do que as mais pessimistas previsões anteviam. Não há inocentes nessa inglória caminhada rumo ao caos. Governos pensam em eleição e reeleição. O destino das novas gerações é algo que não entra na conta imediatista e egoísta. 


A indústria do petróleo é poderosa e quer extrair até a última gota desse poluente que está acabando com toda espécie de vida e não da maneira homeopática anteriormente noticiada. A receita para mitigar a situação de descalabro é conhecida. Desmatamento zero, reflorestamento cem por cento. Mas quem faz isso?


Como bem observa a cientista climática Friederike Otto, do Instituto Grantham para Mudanças Climáticas e Meio Ambiente do Imperial College London, do Reino Unido, é, na verdade, “uma sentença de morte para pessoas e ecossistemas”. 


Durante maio, a temperatura da superfície oceânica também foi recorde. O verão no hemisfério norte será muito mais quente do que se poderia esperar. E isso deveria preocupar todas as pessoas, de todas as idades, para que lembrassem ao governo de que este é mero mandatário da vontade popular. O titular da soberania é o povo. O conjunto dos cidadãos de um Estado-nação. Não é possível deixar que o governo extermine o futuro, sem uma indignação consequente, que deve partir de todas as pessoas pensantes e de boa vontade. 


Lembremo-nos de que já estamos nos trópicos, as áreas mais quentes da Terra. Somos os campeões do desmatamento da Amazônia, um bloco verde que interessa a toda a humanidade, não apenas ao Brasil. O que estamos fazendo para refrear a loucura dos que continuam a devastar a mata? Haverá sucessão hereditária de nossa irresponsabilidade ecológica?


*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente da Pós-graduação da Uninove e Secretário-Geral da Academia Paulista de Letras.   

 

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