Cheguei a uma idade em que as minhas maiores preocupações não residem mais na minha futura existência. Tive uma vida maravilhosa recheada de momentos de total realização e felicidade. Não, eu não desisti da vida, vou continuar a vivê-la como sempre fiz. Realizado, a minha preocupação maior não está no que possa acontecer comigo. Me preocupa sim o que pode acontecer com aqueles que amo, meus filhos e netos.
Desde os seus primeiros dias neste plano, procuramos dar-lhes o necessário amor e educação para que, caminhando com suas pernas, vençam. A primeira vista, isto bastaria mas existe algo a mais que poucas pessoas conseguem enxergar. Trata-se daquela responsabilidade conjunta de toda uma geração, em benefício das gerações que estão por vir, de construir uma sociedade que abrace esses nossos descendentes dando-lhes tudo o que necessitam para ter uma vida digna.
Essa sociedade a que me refiro não é um Clube, não é uma associação é sim o Estado Brasileiro. Nossos filhos e netos precisam morar num local em que exista educação de qualidade para todos, eficiente serviço de saúde, respeito às leis, segurança e uma economia pujante que propicie o desenvolvimento.
Perante meus filhos e netos, posso dizer, que a minha geração falhou em lhes prover esse Estado que lhes permitira exercer toda a potencialidade que têm.
O Estado Brasileiro, passados quase quarenta anos do chamado período da redemocratização, é um arremedo do que está previsto em sua Constituição muito por conta das pessoas que são eleitas para ocupar os altos cargos de nossa administração, inclusos o poder executivo, legislativo e o judiciário. Embora as regras existam, embora tudo esteja definido em nossa Constituição, nada acontece como previsto, nada acontece conforme as regras ditam.
Para apimentar esse processo, possuímos no Brasil uma bem ativa esquerda revolucionária, estacionada no período pré queda do Muro de Berlim, que ainda sonha com a tão almejada revolução e dessa forma, enquanto governo, tudo fez para desmontar o Estado e perverter os valores da sociedade. Apesar das variadas demonstrações de insucesso desse sistema, eles nunca desistem e vão angariando novos admiradores com a ilusão das agendas simpáticas ao inocente público jovem.
Mergulhados em incertezas, chegamos a uma eleição presidencial que em seu segundo turno tem como candidato mais votado um ex presidente que, após preso foi libertado pela suprema corte do país, que traz com ele todo rancor e toda energia destrutiva de quem se julga acima da lei, ladeado ainda pelo que há de mais radical e podre da nossa esquerda.
Se o mal prosperar, o Estado Brasileiro estará ameaçado em tudo o que ele tem de mais sagrado. Sem um Estado capaz de prover tudo o que é necessário para a sobrevivência do cidadão, como ficarão nossos descendentes? Como ficarão nossos filhos e netos? A aventura socialista nos lançara aonde? Se no poder, se sujeitarão a sair ou criarão artifícios para lá ficar? Haverá uma guerra civil? Creio não ser bom pagar para ver.
O que faremos da Pátria? A Pátria que já é deles.
Eduardo Diniz
Um cidadão Brasileiro