O Dia Internacional do Leite é comemorado em 24 de junho. Considerado o mais nobre dos alimentos, o leite tem grande importância na alimentação humana e talvez por isso seja o único que figura no calendário de datas comemorativas. Motivos não faltam: rico em proteínas, carboidratos, gordura, sais minerais e vitaminas, o leite ocupa lugar de destaque quando o assunto é a nutrição do homem. Principalmente devido à presença do cálcio, mineral responsável pela formação dos ossos.
A importância do leite
Desde o nascimento o leite faz parte da alimentação de qualquer pessoa. Até os seis meses de vida o leite materno, e só, ele é suficiente para fazer o bebê engordar e crescer rapidamente. Depois vem o leite de vaca e seus derivados, numa trajetória alimentar que acompanha as pessoas do amanhecer até a hora de dormir. Afinal, quem não começa o dia sem um copo de leite? Pode ser um “pingado” ( café com leite) ou achocolatado, pode ser um queijo ou iogurte, não importa. O fato é que até na hora de deitar o leite está lá. Os mais antigos dizem que quente, ajuda a trazer o sono. Convicções à parte, a ciência garante que ele sempre traz saúde. A falta do leite para o organismo pode acarretar prejuízos, principalmente relacionados à formação dos ossos. As indústrias de derivados lácteos sabem disso e aproveitam. Criam formas diversas de inserir o leite na alimentação das pessoas, até de quem não gosta de leite. Para isso valem sabores variados e embalagens atraentes. Com recursos tecnológicos modificam, inventam e reinventam o leite. Criam produtos apetitosos e que acabam conquistando o consumidor. Iogurtes, requeijão, queijos, ricota e margarinas são alguns exemplos.
Opções
Com o avanço da tecnologia, a qualidade do leite mudou, e para melhor. Além da segurança, em relação ao manuseio do produto, que agora deve estar dentro das normas do Ministério da Agricultura, há mais opções no mercado. Hoje são encontrados o leite integral, semidesnatado, desnatado, e outras variedades um pouco mais sofisticadas, e caras também: o leite enriquecido com ferro e vitaminas, com ômega, com lactose reduzida, dentre tantos outros.
Cuidados que vêm desde a fazenda
Ao mesmo tempo em que o leite é essencial para a vida do homem, a falta de cuidados pode causar riscos à saúde, devido à veiculação de micro-organismos patogênicos.
Aquele leitinho tirado da vaca, na hora, e tomado na caneca, ali no curral mesmo, pode ter seu charme campestre, mas não é um hábito nem um pouco recomendado. Para ele, as principais causas da perda da qualidade do leite estão relacionadas à saúde e ao manejo dos rebanhos. Hoje o Ministério da Agricultura exige que a ordenha seja mecanizada e o leite seja armazenado em tanques de expansão. Uma forma de evitar que o consumidor tenha doenças como turbeculose, brucelose e outras.
Cuidados na hora da compra
Contudo, na hora de comprar o leite é necessário que o consumidor tenha em mente a segurança do produto. Somente o leite que passou por tratamento adequado na indústria e foi oficialmente inspecionado, é seguro para o consumo. “Isso pode ser identificado através de um selo de inspeção federal, estadual ou municipal, na embalagem do leite”.
Por definição
Leite é uma secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzida pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos (incluindo os monotremados). O líquido é produzido pelas células secretoras das glândulas mamárias ou mamas (chamadas “seios”, “peitos” ou “tetas”). A secreção láctea de uma fêmea dias antes e depois do parto se chama colostro. Em grande parte das espécies, existem duas glândulas (ou dois conjuntos de glândulas), uma em cada mamilo (localizado na parte frontal superior entre os seres humanos, ou na parte ventral dos quadrúpedes). Também se denomina leite o suco de certas plantas ou frutos: leite de coco, leite de soja, de arroz ou de amêndoa. Contudo, para a definição científica, o termo não se aplica aos sucos de nozes.
História
O consumo humano do leite de origem animal começou há 11 mil anos com a domesticação do gado durante o chamado “ótimo climático”. Este processo se deu em especial no Oriente Médio, impulsionando a Revolução Neolítica. O primeiro animal domesticado foi a vaca, e em seguida a cabra, aproximadamente na mesma época; finalmente a ovelha, entre 9000 e 8000 a.C.. Existem hipóteses, como a do genótipo poupador, que supõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares das populações de caçadores-coletores, que passaram a ingeri-lo esporadicamente, a fim de receber carboidratos. Esta mudança fez com que as populações euro-asiáticas se tornassem mais resistentes à diabete tipo 2 e mais tolerantes à lactose, em comparação com outras populações humanas, que só mais recentemente conheceram os produtos derivados da pecuária. Contudo, esta hipótese não pode ser confirmada, inclusive por seu próprio autor. James V. Neel a refutou, alegando que as diferenças observadas nas populações poderiam ser atribuídas a outros fatores ambientais. Durante a Antiguidade e a Idade Média, o leite era muito difícil de se conservar e portanto era consumido fresco ou em forma de queijo. Com o tempo, foram sendo desenvolvidos outros laticínios, como a manteiga. A Revolução Industrial na Europa, por volta de 1830, trouxe a possibilidade de transportar o leite fresco de zonas rurais às grandes cidades, graças a melhorias no sistema de transportes. Com o tempo, apareceram novos instrumentos na indústria de processamento do leite. Um dos mais conhecidos é o da pasteurização, criada em 1864 por Louis Pasteur e depois sugerida para ser usada no leite em 1886 pelo químico microbiologista alemão Franz von Soxhlet. Estas inovações conseguiram que o leite ganhasse um aspecto mais saudável, tempos de conservação mais previsíveis e processamento mais higiênico.