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Dia do Doador Voluntário de Sangue 25 de novembro

A doação de sangue é um gesto de solidariedade que pode salvar vidas

A doação de sangue é um gesto de solidariedade que pode salvar vidas. O processo funciona da seguinte maneira: um doador voluntário comparece ao banco de sangue, passa por uma triagem para avaliar se está apto ao procedimento e, se aprovado, tem seu sangue coletado para armazenamento. Em seguida, o sangue passa a compor a reserva do banco de sangue até ser utilizado em uma transfusão para outra pessoa com o mesmo tipo sanguíneo. Também é importante ressaltar que todo o material utilizado para a coleta é descartável, sem qualquer risco de contaminação.

Com intuito de aumentar o número de doadores, no dia 25 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, instituído através do Decreto Presidencial nº 53.988 de 30 de junho de 1964. Já a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue, comemorada na última semana do mês de novembro, foi instituída por um decreto publicado no Diário Oficial da União em 21 de novembro de 2003, assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Em todo o Brasil, muitos bancos de sangue não conseguem manter os estoques em quantidade necessária para as emergências. Isto porque a doação de sangue ainda não é uma prática incorporada ao cotidiano dos brasileiros. Países que já passaram por guerras, conflitos internos violentos ou ataques terroristas têm, em sua população, uma conscientização muito maior da importância da doação. O que a maioria das pessoas não sabe é que doar sangue não causa nenhum problema para o doador. Não há risco de adquirir doenças, pois todo o material usado é descartável e o volume de sangue retirado é reposto em pouquíssimo tempo, após a ingestão de líquidos.

A doação

Doação de sangue é um processo no qual um doador de sangue voluntário tem seu sangue recolhido para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subseqüente em uma transfusão de sangue. Naturalmente doamos sangue porque alguém dele precisa. Pela facilidade e segurança com a qual pode ser retirado, associado ao enorme beneficio para quem dele necessita, doar sangue pode ser considerado um gesto simples de pessoas dispostas a ajudar ao próximo, contribuir para a cura de enfermos. Quando doado para aquele que não conhecemos pode ser considerado um ato de profundo humanismo e respeito ao próximo. Um maior conhecimento dos riscos das transfusões, uma nova consciência dos profissionais de bancos de sangue associados à pressão regulamentar dos órgãos fiscalizadores, tem tornado a doação um processo seguro sem riscos para o doador e essencial para garantir a qualidade do processo desde a coleta até a transfusão.

O doador de sangue deverá ser voluntário, estar com boa saúde, alimentado, descansado. Deverá ser maior de idade e ter peso acima de 50 kg. Deverá ser respeitado um intervalo desde a última doação de 3 meses para a mulher e 2 meses para o homem. Uma triagem clínica será efetuada no banco de sangue por médico clínico que o examinara medindo a pressão arterial, o pulso e procurando sinais de doenças transmissíveis. Uma análise dirigida e feita com o objetivo de detectar o uso de medicamentos, infecções virais recentes, vacinações, gravidez, alcoolismo que podem ser causas impeditivas temporárias. Grande importância é dada à história sexual, uso de tatuagens e drogas na tentativa de se afastar os indivíduos do grupo de risco para a Aids. Pacientes de grupos de risco, que tiveram hepatite, malária ou portadores de Doenças de Chagas são considerados inaptos definitivamente à doação.

Toda ênfase é na proteção ao paciente. Ao doador procura-se ser grato, reconhecer o seu ato de altruísmo e oferecer conforto. O ambiente deverá ser claro, silencioso, agradável.As pessoas deverão ser simpáticas e eficientes. O ato de doar é simples e dura menos de dez minutos. Algum desconforto pode ser causado pela punção da agulha e alguns doadores podem sentir-se desconfortáveis pela ansiedade. Todo o material utilizado é descartável e não poderia ser hoje de outra forma: bolsas plásticas estéreis em sistema fechado e inviolável até o momento do uso. Nenhuma doença transmissível poderia ser transmitida ao doador uma vez que nada é nele injetado. A doação portanto é segura e confiável. Após a doação ele receberá um lanche e será orientado a retornar para receber os resultados dos exames feitos em seu sangue. Alguns bancos de sangue orientam os doadores quanto aos possíveis resultados falsos positivos e procedem encaminhamento a um médico para esclarecimento em caso de resultados alterados.

É importante desmistificar a ideia de que doar “purifica o sangue, engorda ou emagrece, atrapalha o desempenho sexual e principalmente torna o indivíduo “habituado” obrigando-o a doar sempre. Alguns doadores aceitam ser reconvocados pelo banco de sangue rotineiramente mas isto só os torna mais humanos. Com a evolução das técnicas, existe hoje nos centros especializados um tipo diferente de doador que torna-se mais frequente e provavelmente será maioria dentro de alguns anos: O “Doador de Plaquetas”. Na verdade equipamentos especializados permitem que através de uma técnica conhecida como aferese, separemos apenas um componente do sangue do doador, devolvendo-lhe o restante. Extremamente útil para coleta de plasma, plaquetas e leucócitos exigem maior dedicação do doador mas permite um maior aproveitamento e melhor hematologista e hemoterapeuta.

Quem doa sangue uma vez não é obrigado e nem tem necessidade de doar sempre; pode doar até quatro vezes por ano e tem o direito de receber um atestado médico e a carteirinha de doador. Doar sangue não engorda, não emagrece, não afina, nem engrossa o sangue, e não vicia.

Sangue

O sangue é um tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais vertebrados e que tem como função a manutenção da vida do organismo. O sangue é constituído por diversos tipos de células (ocasionalmente chamadas de corpúsculos); esses elementos figurados (ou formadores) constituem a parte “sólida” do sangue e cerca de 45% de volume total. Já os 55% restantes são formados de uma parte líquida chamada plasma (ou soro - plasma sem fibrinogênio) e de aproximadamente 45% de outros componentes que agrupados constituem os elementos figurados do sangue. São dividos em leucócitos ou glóbulos brancos (células de defesa), glóbulos vermelhos, eritrócitos ou hemácias (transporte de oxigênio) e plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).

Transfusão

A transfusão de sangue é uma prática médica que consiste em injetar sangue a um paciente que tenha sofrido de grande perda ou que esteja afetado por uma doença no seu próprio sangue. A primeira transfusão de sangue foi efetuada em 15 de Junho de 1667. É um tipo de terapia que tem se mostrado muito eficaz em situações de choque, hemorragias ou doenças sanguíneas. Frequentemente usa-se transfusão em intervenções cirúrgicas, traumatismos, hemorragias digestivas ou em outros casos em que tenha havido grande perda de sangue. Durante algum tempo no passado muitas pessoas tinham receio de aceitar transfusão com medo de contraírem uma doença infectocontagiosa. Hoje não precisamos ter este tipo de preocupação, pois o sangue colhido de um doador passa por diversos testes antes de ser transfundido em um paciente.

As primeiras transfusões de sangue foram realizadas em animais no século 17 por Richard Lower, em Oxford, no ano de 1665. Dois anos mais tarde, Jean Baptiste Denis, médico de Luis XIV, professor de filosofia e matemática na cidade de Montpellier, através de um tubo de prata, infundiu um copo de sangue de carneiro em Antoine Mauroy, de 34 anos, doente mental que perambulava pelas ruas da cidade que faleceu após a terceira transfusão. Na época, as transfusões eram heterólogas e Denis defendia sua prática argumentando que o sangue de animais estaria menos contaminado de vícios e paixões. Esta prática considerada criminosa e proibida inicialmente pela Faculdade de Medicina de Paris, posteriormente em Roma e na Royal Society, da Inglaterra. Em 1788, Pontick e Landois, obtiveram resultados positivos realizando transfusões homólogas, chegando à conclusão de que poderiam ser benéficas e salvar vidas. A primeira transfusão com sangue humano é atribuída a James Blundell, em 1818, que após realizar com sucesso experimentos em animais, transfundiu mulheres com hemorragias pós-parto. No final do século 19, problemas com a coagulação do sangue e reações adversas continuavam a desafiar os cientistas. Em 1869, foram iniciadas tentativas para se encontrar um anticoagulante atóxico, culminando com a recomendação pelo uso de fosfato de sódio, por Braxton Hicks. Simultaneamente desenvolviam-se equipamentos destinados a realização de transfusões indiretas, bem como técnicas cirúrgicas para transfusões diretas, ficando esses procedimentos conhecidos como transfusões braço a braço. Em 1901, o imunologista austríaco Karl Landsteiner descreveu os principais tipos de células vermelhas: A, B, O e mais tarde a AB. Como consequência dessa descoberta, tornou-se possível estabelecer quais eram os tipos de células vermelhas compatíveis e que não causariam reações desastrosas, culminado com a morte do receptor. A primeira transfusão precedida da realização de provas de compatibilidade, foi realizada em 1907, por Reuben Ottenber, porém este procedimento só passou a ser utilizado em larga escala a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em 1914, Hustin relatou o emprego de citrato de sódio e glicose como uma solução diluente e anticoagulante para transfusões, e em 1915 Lewisohn determinou a quantidade mínima necessária para a anticoagulação. Desta forma, tornavam-se mais seguras e práticas as transfusões de sangue. Idealizado em Leningrado, em 1932, o primeiro banco de sangue surgiu em Barcelona em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola. Após quatro décadas da descoberta do sistema ABO, um outro fato revolucionou a prática da medicina transfusional, a identificação do fator Rh, realizada por Landsteiner. No século 20, o progresso das transfusões foi firmado através do descobrimento dos grupos sanguíneos; do fator Rh; do emprego científico dos anticoagulantes; do aperfeiçoamento sucessivo da aparelhagem de coleta e de aplicação de sangue, e, do conhecimento mais rigoroso das indicações e contra indicações do uso do sangue. Após a Segunda Guerra Mundial, com os progressos científicos e o crescimento da demanda por transfusões de sangue, surgiram no Brasil os primeiros Bancos de Sangue.

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Dia do Doador Voluntário de Sangue 25 de novembro

A doação de sangue é um gesto de solidariedade que pode salvar vidas. O processo funciona da seguinte maneira: um doador voluntário comparece ao banco de sangue, passa por uma triagem para avaliar se está apto ao procedimento e, se aprovado, tem seu sangue coletado para armazenamento. Em seguida, o sangue passa a compor a reserva do banco de sangue até ser utilizado em uma transfusão para outra pessoa com o mesmo tipo sanguíneo. Também é importante ressaltar que todo o material utilizado para a coleta é descartável, sem qualquer risco de contaminação.

Com intuito de aumentar o número de doadores, no dia 25 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, instituído através do Decreto Presidencial nº 53.988 de 30 de junho de 1964. Já a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue, comemorada na última semana do mês de novembro, foi instituída por um decreto publicado no Diário Oficial da União em 21 de novembro de 2003, assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Em todo o Brasil, muitos bancos de sangue não conseguem manter os estoques em quantidade necessária para as emergências. Isto porque a doação de sangue ainda não é uma prática incorporada ao cotidiano dos brasileiros. Países que já passaram por guerras, conflitos internos violentos ou ataques terroristas têm, em sua população, uma conscientização muito maior da importância da doação. O que a maioria das pessoas não sabe é que doar sangue não causa nenhum problema para o doador. Não há risco de adquirir doenças, pois todo o material usado é descartável e o volume de sangue retirado é reposto em pouquíssimo tempo, após a ingestão de líquidos.

A doação

Doação de sangue é um processo no qual um doador de sangue voluntário tem seu sangue recolhido para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subseqüente em uma transfusão de sangue. Naturalmente doamos sangue porque alguém dele precisa. Pela facilidade e segurança com a qual pode ser retirado, associado ao enorme beneficio para quem dele necessita, doar sangue pode ser considerado um gesto simples de pessoas dispostas a ajudar ao próximo, contribuir para a cura de enfermos. Quando doado para aquele que não conhecemos pode ser considerado um ato de profundo humanismo e respeito ao próximo. Um maior conhecimento dos riscos das transfusões, uma nova consciência dos profissionais de bancos de sangue associados à pressão regulamentar dos órgãos fiscalizadores, tem tornado a doação um processo seguro sem riscos para o doador e essencial para garantir a qualidade do processo desde a coleta até a transfusão.

O doador de sangue deverá ser voluntário, estar com boa saúde, alimentado, descansado. Deverá ser maior de idade e ter peso acima de 50 kg. Deverá ser respeitado um intervalo desde a última doação de 3 meses para a mulher e 2 meses para o homem. Uma triagem clínica será efetuada no banco de sangue por médico clínico que o examinara medindo a pressão arterial, o pulso e procurando sinais de doenças transmissíveis. Uma análise dirigida e feita com o objetivo de detectar o uso de medicamentos, infecções virais recentes, vacinações, gravidez, alcoolismo que podem ser causas impeditivas temporárias. Grande importância é dada à história sexual, uso de tatuagens e drogas na tentativa de se afastar os indivíduos do grupo de risco para a Aids. Pacientes de grupos de risco, que tiveram hepatite, malária ou portadores de Doenças de Chagas são considerados inaptos definitivamente à doação.

Toda ênfase é na proteção ao paciente. Ao doador procura-se ser grato, reconhecer o seu ato de altruísmo e oferecer conforto. O ambiente deverá ser claro, silencioso, agradável.As pessoas deverão ser simpáticas e eficientes. O ato de doar é simples e dura menos de dez minutos. Algum desconforto pode ser causado pela punção da agulha e alguns doadores podem sentir-se desconfortáveis pela ansiedade. Todo o material utilizado é descartável e não poderia ser hoje de outra forma: bolsas plásticas estéreis em sistema fechado e inviolável até o momento do uso. Nenhuma doença transmissível poderia ser transmitida ao doador uma vez que nada é nele injetado. A doação portanto é segura e confiável. Após a doação ele receberá um lanche e será orientado a retornar para receber os resultados dos exames feitos em seu sangue. Alguns bancos de sangue orientam os doadores quanto aos possíveis resultados falsos positivos e procedem encaminhamento a um médico para esclarecimento em caso de resultados alterados.

É importante desmistificar a ideia de que doar “purifica o sangue, engorda ou emagrece, atrapalha o desempenho sexual e principalmente torna o indivíduo “habituado” obrigando-o a doar sempre. Alguns doadores aceitam ser reconvocados pelo banco de sangue rotineiramente mas isto só os torna mais humanos. Com a evolução das técnicas, existe hoje nos centros especializados um tipo diferente de doador que torna-se mais frequente e provavelmente será maioria dentro de alguns anos: O “Doador de Plaquetas”. Na verdade equipamentos especializados permitem que através de uma técnica conhecida como aferese, separemos apenas um componente do sangue do doador, devolvendo-lhe o restante. Extremamente útil para coleta de plasma, plaquetas e leucócitos exigem maior dedicação do doador mas permite um maior aproveitamento e melhor hematologista e hemoterapeuta.

Quem doa sangue uma vez não é obrigado e nem tem necessidade de doar sempre; pode doar até quatro vezes por ano e tem o direito de receber um atestado médico e a carteirinha de doador. Doar sangue não engorda, não emagrece, não afina, nem engrossa o sangue, e não vicia.

Sangue

O sangue é um tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais vertebrados e que tem como função a manutenção da vida do organismo. O sangue é constituído por diversos tipos de células (ocasionalmente chamadas de corpúsculos); esses elementos figurados (ou formadores) constituem a parte “sólida” do sangue e cerca de 45% de volume total. Já os 55% restantes são formados de uma parte líquida chamada plasma (ou soro - plasma sem fibrinogênio) e de aproximadamente 45% de outros componentes que agrupados constituem os elementos figurados do sangue. São dividos em leucócitos ou glóbulos brancos (células de defesa), glóbulos vermelhos, eritrócitos ou hemácias (transporte de oxigênio) e plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).

Transfusão

A transfusão de sangue é uma prática médica que consiste em injetar sangue a um paciente que tenha sofrido de grande perda ou que esteja afetado por uma doença no seu próprio sangue. A primeira transfusão de sangue foi efetuada em 15 de Junho de 1667. É um tipo de terapia que tem se mostrado muito eficaz em situações de choque, hemorragias ou doenças sanguíneas. Frequentemente usa-se transfusão em intervenções cirúrgicas, traumatismos, hemorragias digestivas ou em outros casos em que tenha havido grande perda de sangue. Durante algum tempo no passado muitas pessoas tinham receio de aceitar transfusão com medo de contraírem uma doença infectocontagiosa. Hoje não precisamos ter este tipo de preocupação, pois o sangue colhido de um doador passa por diversos testes antes de ser transfundido em um paciente.

As primeiras transfusões de sangue foram realizadas em animais no século 17 por Richard Lower, em Oxford, no ano de 1665. Dois anos mais tarde, Jean Baptiste Denis, médico de Luis XIV, professor de filosofia e matemática na cidade de Montpellier, através de um tubo de prata, infundiu um copo de sangue de carneiro em Antoine Mauroy, de 34 anos, doente mental que perambulava pelas ruas da cidade que faleceu após a terceira transfusão. Na época, as transfusões eram heterólogas e Denis defendia sua prática argumentando que o sangue de animais estaria menos contaminado de vícios e paixões. Esta prática considerada criminosa e proibida inicialmente pela Faculdade de Medicina de Paris, posteriormente em Roma e na Royal Society, da Inglaterra. Em 1788, Pontick e Landois, obtiveram resultados positivos realizando transfusões homólogas, chegando à conclusão de que poderiam ser benéficas e salvar vidas. A primeira transfusão com sangue humano é atribuída a James Blundell, em 1818, que após realizar com sucesso experimentos em animais, transfundiu mulheres com hemorragias pós-parto. No final do século 19, problemas com a coagulação do sangue e reações adversas continuavam a desafiar os cientistas. Em 1869, foram iniciadas tentativas para se encontrar um anticoagulante atóxico, culminando com a recomendação pelo uso de fosfato de sódio, por Braxton Hicks. Simultaneamente desenvolviam-se equipamentos destinados a realização de transfusões indiretas, bem como técnicas cirúrgicas para transfusões diretas, ficando esses procedimentos conhecidos como transfusões braço a braço. Em 1901, o imunologista austríaco Karl Landsteiner descreveu os principais tipos de células vermelhas: A, B, O e mais tarde a AB. Como consequência dessa descoberta, tornou-se possível estabelecer quais eram os tipos de células vermelhas compatíveis e que não causariam reações desastrosas, culminado com a morte do receptor. A primeira transfusão precedida da realização de provas de compatibilidade, foi realizada em 1907, por Reuben Ottenber, porém este procedimento só passou a ser utilizado em larga escala a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em 1914, Hustin relatou o emprego de citrato de sódio e glicose como uma solução diluente e anticoagulante para transfusões, e em 1915 Lewisohn determinou a quantidade mínima necessária para a anticoagulação. Desta forma, tornavam-se mais seguras e práticas as transfusões de sangue. Idealizado em Leningrado, em 1932, o primeiro banco de sangue surgiu em Barcelona em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola. Após quatro décadas da descoberta do sistema ABO, um outro fato revolucionou a prática da medicina transfusional, a identificação do fator Rh, realizada por Landsteiner. No século 20, o progresso das transfusões foi firmado através do descobrimento dos grupos sanguíneos; do fator Rh; do emprego científico dos anticoagulantes; do aperfeiçoamento sucessivo da aparelhagem de coleta e de aplicação de sangue, e, do conhecimento mais rigoroso das indicações e contra indicações do uso do sangue. Após a Segunda Guerra Mundial, com os progressos científicos e o crescimento da demanda por transfusões de sangue, surgiram no Brasil os primeiros Bancos de Sangue.

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