Um sentimento de egoísmo paira no ar.
Aparentemente a história se repete e os líderes globais buscam a qualquer custo conquistas materiais, ainda que isso importe na submissão de pessoas. É evidente que o homem tenta se impor por meio da opressão, pela força material. Mas, enquanto pessoas tentam se sobrepor umas sobre as outras e os problemas de ordem material tornam-se empecilhos às construções espirituais.
O mundo está dividido e com isso alguns poucos, movidos por uma crescente intolerância, preparam e organizam situações que trazem grandes preocupações, comoções e sofrimento à humanidade.
O sentimento de liberdade, igualdade e fraternidade ganha uma nova roupagem mais restrita e o direito de poucos passa a ter valor maior do que o direito de todos. Esquecem-se que, independentemente de qualquer diferença, seja para a lei natural como a do homem, todos seres humanos são iguais.
É fato, o mundo passa por momento de extrema contradição no qual se tem a sensação de que a maioria das pessoas se interessa mais em ter do que em ser e esse é o grande desafio que cada um deve enfrentar se de fato quisermos ajudar a iluminar o orbe por meio de nossas ações.
Por isso também é tempo de reflexão. É tempo de lembrar e praticar o orar e vigiar, sobretudo porque, como já atentou Bezerra de Menezes, in “Ensinamentos de Bezerra de Menezes”, Fluídos de Luz, pg. 20, Editora Elevação, SP. 2001, o desafio agora não é o das armas e da opressão pela força material. O grande e eficiente desafio passa a ser o da capacidade de renovar mentes e corações para o grande papel do cidadão ecumênico.
Assim, neste momento de transição e profundas transformações vivido pelo planeta, o legado que esta geração pode deixar para a humanidade é o da observação dos preceitos da ética e da moral, do civismo, do respeito e amor ao próximo como a si mesmo e o entendimento de que Deus é único e para todos. A humanidade, nas mais variadas situações da vida, deve se deixar guiar pelo poder do amai-vos uns aos outros, fazendo prevalecer em cada mente e coração o amor fraterno que a tudo equilibra.
Quando a humanidade entender que o amor é maior sustentáculo das criaturas estará acesa luz do entendimento entre os homens, os povos, as religiões e o mundo viverá momentos de verdadeira paz.
Enfim, é pela ação de cada indivíduo que se forja uma sociedade forte e unida em prol do ideal de construir um mundo melhor, mais justo e perfeito, onde as pessoas são respeitadas pelo que são e não pelo que eventualmente possuem, mesmo porque a real felicidade não consiste na posse transitória de coisas ou do poder do mundo.
Esse é o desafio da transição!
Paulo Eduardo de Barros Fonseca