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Domingo, 28 de Junho 2026
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Continuar na luta

Colunista *José Renato Nalini

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Maré bravia, ondas fortes, ambiente adverso. Nada disso tem feito com que a parte mais civilizada do planeta continue no afã de desfossilizá-lo. A palavra mais correntia é “descarbonizar”. Mas o mais certo é falar em “desfossilizar”, ou seja, livrar a Humanidade dos combustíveis fósseis. Eles foram úteis durante séculos. Mas houve saturação. Abusamos e a emissão de gases venenosos nos matará.

É óbvio que o pensamento ancorado nos ganhos financeiros imediato se recuse a aceitar o óbvio. Então a continuidade da exploração de petróleo é predominante. Há economias baseadas nela. Mas com todos os sinais contrários, emitidos pela geopolítica este ano, a energia limpa sobreviverá.

O Financial Times londrino observa que o aumento das tarifas americanas sobre importações chinesas, que pularam de 104% para 125%, em seguida para 145% e depois para incríveis 245%, não afetou o índice CSI New Energy de ações chinesas de energia. As ações chinesas subiram 3% depois do anúncio.

Os investidores que enxergam a longo prazo, afirmam existir forte perspectiva de crescimento para a energia limpa chinesa, o que é motivo de otimismo brasileiro. O Brasil precisa da tecnologia chinesa, precisa permitir que as fábricas chinesas entrem aqui e que a China faça conosco o que está fazendo com a África: levando centenas de milhares de africanos para estudar nas Universidades chinesas. Ali se estuda para profissões do presente e do futuro, não para profissões do passado, porque no Brasil a educação universitária ainda não acordou.

A China já é nossa parceira nessa área. Está na direção correta. Nós também precisamos perseverar nesse rumo. A despeito do anacronismo e da visão reducionista de quem só consegue raciocinar em cifrões. Continuemos a acreditar na ideia da ONU, que acaba de aprovar taxa sobre emissões do setor marítimo, a ratificar sua posição contrária ao uso dos combustíveis fósseis. E aprendamos mandarim, com urgência. É o idioma que predominará dentro em pouco. Unamo-nos a quem gosta de nós e quer partilhar conosco seu sucesso. Que venha a eliminação da miséria, a redução drástica da pobreza e o incremento da educação verdadeira, algo que os chineses fizeram e podem nos ensinar a fazer.

* Reitor da Uniregistral, docente da Pós-graduação da Uninove e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

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