Nosso planeta passou - e passa - por profundos processos de transformação adequando suas estruturas interna e externa, de modo a ter condições de manter a vida humana. Diante dessa constatação é licito asseverar que a natureza não dá saltos, porque na Criação tudo é gradual.
Esse é um processo pelo qual a humanidade também passa!
Exemplo disso é o retrato social que vislumbramos em nossos dias, quando aparentemente o mundo está mais violento do que nunca. Violência essa que transcende a matéria e afeta nosso moral, porque todos se sentem inseguros e a mídia parece fazer questão de destacar as ocorrências negativas. A aparente crueldade revela apenas uma condição evolutiva, na clara demonstração que, em indivíduos com essa característica, o senso moral é apenas incipiente, neles prevalecendo as iniciativas do ser ainda bruto.
Ao longo dos séculos o homem tem buscado seu aprimoramento, mas esse processo nem sempre é tranquilo, porque depende do estado moral de cada espírito.
Mas, é possível mudar o atual cenário. Isso se faz com a modificação do íntimo de cada um, sobretudo, quando vivenciamos e colocamos em prática os ensinamentos trazidos por Jesus.
Para tanto, toda pessoa precisa ter consciência de que é parte importante nessa a mudança. Necessária se faz a pacificação interior, com a alteração de atitudes, harmonização de si mesmo e, num efeito multiplicador, dos que nos rodeiam.
É de se lembrar que nas bem-aventuranças o Mestre já dizia que os pacíficos serão chamados filhos de Deus (Mateus 5.5) e que Ele sempre agiu com firmeza e autoridade sem, contudo, perder a afabilidade e a doçura, exemplificando o homem de bem ao praticar a lei da justiça, o amor e a caridade na sua maior pureza.
Se buscamos e queremos ser particípes da paz social, a máxima “Conhece-te a Si Mesmo” deve ter marcante papel no processo de reforma íntima, que deve ser entendida como uma necessidade de todos.
Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, nos ensina que “se formos capazes de entender a motivação que nos une, seremos capazes de mudar e ajudar aqueles que buscam e querem se encontrar, acima de tudo com Deus” (in Fluídos de Luz, Editora Elevação, Ensinamentos de Bezerra de Menezes).
Assim, sempre devemos lembrar que quando queremos mudar o mundo, devemos começar essa mudança em nós.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca