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Segunda-feira, 26 de Outubro 2026
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Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica tem novo comandante, ten.-brig. do ar Baptista Júnior

Novo comandante do Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica toma posse em São Paulo

Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica tem novo comandante, ten.-brig. do ar Baptista Júnior
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A cerimônia de Passagem de Comando aconteceu na segunda-feira, dia 3 de fevereiro, e reuniu autoridades civis e militares.
O major-brigadeiro do ar, Sérgio de Matos Mello passou o Comando do COMGAP para o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior.
O evento também marcou a despedida do Serviço Ativo do major-brigadeiro do ar Sérgio.
O Comando-Geral de Apoio (COMGAP), é a organização militar responsável pelo suporte logístico à Força Aérea Brasileira (FAB).
Em 18 de novembro de 1969, fruto do processo de reorganização do então Ministério da Aeronáutica, era ativado o Comando-Geral de Apoio. Sediado no Rio de Janeiro (RJ), o COMGAP tem por competência dimensionar os meios e prover apoio logístico para que a Força Aérea cumpra sua missão, alinhada à Estratégia Nacional de Defesa.
Confira o depoimento de alguns dos presentes sobre a importância da passagem de comando.
Para o novo comandante do Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior  “a transmissão de passagem de Comando é algo importante para qualquer  organização. Quando cada ciclo de comando é curto fica difícil implantar um sistema de planejamento próprio, mas quando fazemos isso no tempo adequado, como o brigadeiro Cury que permaneceu mais de  3 anos, a instituição se renova. Para mim é uma grande satisfação assumir o Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica, pois trago minhas experiências anteriores de logística.  Encontro aqui uma equipe fant&aacut e;stica, já trabalhei com a  maioria deles. Com certeza, será uma excelente experiência nesta grande cidade de São Paulo. E a primeira visão que tenho é que este é um jogo de equipe. Graças a Deus tenho um grande time para trabalhar comigo, são cerca de 10 oficiais generais na Força Aérea em  São Paulo. Nosso objetivo é centralizar e distribuir adequadamente os níveis de autoridade e responsabilidade, e cobrar resultados. Eu e o brigadeiro Sérgio nos conhecemos em 1977.  Hoje é um dia muito especial, é um grande privilegio fazer parte desta equipe”.
Já para o comandante-geral da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez “o rodizio de comandantes faz parte da cultura e do dia a dia das organizações militares. O rodizio renova e traz uma visão inovadora para aqueles que estão chegando com experiências adquiridas. Para a Força Aérea é um novo comandante que chega e outro que se despede da função, ou seja, é uma dupla homenagem. A primeira  homenagem é para agradecer àquele que está sendo substituído pelas suas obras realizadas e pelo seu legado, a segunda é para dar as boas vindas àquele que ir&aacu te; assu mir o comando e os novos desafios. O novo comandante é uma pessoa escolhida que tem uma grande experiência de vida tanto pessoal quanto profissional, e que irá contribuir na continuidade da missão do Comando-Geral de Apoio”.
Para o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno “é muito importante a chegada do comandante Baptista à Aeronáutica, pois é excelente profissional na área de logística, foi diretor de Material Bélico da Força Aérea Brasileira. Ele tem uma visão futura de planejamento estratégico. Tenho certeza que a unidade tenderá a crescer bastante com a chegada dele”.
Para o jornalista Percival de Souza “é um prestigio estar presente na solenidade de passagem de Comando. O major-brigadeiro do ar Sérgio de Matos Mello executou um trabalho profícuo no Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica. Ele tem vários méritos, entre eles é ter conquistado o carinho e a amizade dos paulistas. E nisso, o jornal Semanário da Zona Norte teve um papel fundamental . Ele se emanou rapidamente em todas as principais lideranças da Zona Norte e está sempre presente nos eventos. Então, este momento é de muita alegria e não de tristeza. O major-brigadeiro entra para a reserva, mas não vai nos deixar. Ele continuará tra balhando aqui no Comando-Geral de Apoio. O parabenizo pelo seu trabalho aqui em São Paulo, eficiente pelas amizades conquistadas”.
Já para o secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos “a Aeronáutica deu um passo formidável em São Paulo. A logística da Aeronáutica está na cidade de São Paulo. É aqui que estão situadas as indústrias e as cadeias logísticas. Então, esse Comando-Geral de Apoio é fundamental para que, cada vez mais, haja um trabalho extremamente produtivo, efetivo e eficiente em toda a Aeronáutica. E se fazemos em prol da Aeronáutica, fazemos em prol do Brasil. Hoje, teremos o segundo oficial quatro estrelas no Alto Comando da Aeronáutica que assume em S&ati lde;o Pa ulo. Isso enobrece a cidade, e acima de tudo a Força Aérea Brasileira”.
Para Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, diretor-executivo de Projetos e chefe de gabinete da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) “a passagem de comando tem um atributo de oxigenar, renovar, e ao mesmo tempo, dar continuidade aos projetos que no momento estão em andamento. A Força Aérea é uma instituição brasileira onde os projetos têm seu encaminhamento independente das pessoas. Ou seja, cada um faz seu trabalho, e seguramente todos os trabalhos que foram desenvolvidos no Comando de Logística foram muito bem desenvolvidos até então, e continuarão sendo com o comandante tenente- brigadeiro do ar Carlos d e Almeid a Baptista Júnior”.
Para o tenente-brigadeiro do ar Luis Roberto do Carmo Lourenço “a passagem de comando é uma renovação, um ciclo se termina e outro que começa. Hoje, estamos com muita alegria assumido um novo ciclo e recebendo em São Paulo o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior. Uma magnifica coincidência, pois o pai dele assumiu alguns anos atrás o antigo IV Comar, e hoje o filho ocupa a posição máxima da Força Aérea na capital paulista. Para a gente é um dia de alegria e torcendo para que ele seja muito feliz”.
Discurso de despedida do Serviço Ativo
Major-brigadeiro do ar, Sérgio de Matos Mello
“Antes de tudo, quero agradecer imensamente a presença de todos os senhores e senhoras que, com suas presenças, enaltecem e abrilhantam esta cerimônia que se reveste de profundo significado, tornando esse momento ainda mais emocionante e especial.
Hoje deixo o serviço ativo da Força Aérea Brasileira e este é o momento de externar toda a minha gratidão e alegria por esses anos maravilhosos dedicados ao comando da Aeronáutica e ao serviço da pátria.
Agradeço primeiramente ao sr. comandante da Aeronáutica ten.-brig. Bermudêz por ter me concedido a honra de comandar o Comando-Geral de Apoio e de forma cortês e amiga, ter acolhido a minha passagem para reserva nesta solenidade. Muito obrigado comandante. Agora permitam-me voltar um pouco no tempo e alcançar um domingo de fevereiro de 1977, fugindo do verão carioca, subi a Serra para fazer uma viagem de ônibus. 
Após 5 horas de estrada, desembarquei com uma mala na mão, entre montanhas e o céu de anil, na Escola Preparatória de Cadetes do Ar em Barbacena.
Essa foi a primeira de muitas outras viagens que a Força Aérea proporcionaria a mim, e que registrou o exato momento no qual a minha vida começou a ser colorida de azul.
Das páginas iniciais desse álbum de recordações, ainda na Escola Preparatória de Cadetes do Ar e na Academia da Força Aérea, fiz amigos, que se transformaram em laços eternos de fraternidade, e o imenso orgulho de pertencer à turma 77/80. É muito bom saber que estão aqui comigo hoje.
Dos primeiros anos da carreira, como jovem oficial e aviador, ficaram as mais ternas lembranças de instrutores e companheiros de tripulação que, com seus conhecimentos e experiências, permitiram meu crescimento pessoal e desenvolvimento profissional.
Como piloto operacional de transporte, mais que a concretização do sonho pueril de voar, restou o orgulho de haver cumprido missões que levaram saúde, paz, comida, conforto e esperança a tanta gente necessitada, de diferentes credos, cores e nacionalidades.
No fluxo dessa trajetória, o aviador foi gradativamente cedendo lugar na nacele, permitindo que o gestor pudesse desenvolver suas potencialidades em outras áreas, em especial na logística e na proteção ao voo, onde o administrador público esforçou-se por emprestar suas melhores competências e habilidades, em prol da instituição.
Dessas andanças, a FAB me levou a conhecer quase todos os pontos desse imenso mapa chamado Brasil, além de outros tantos destinos no mundo, não apenas em pernoites fora de sede, mas também como residente local e experimentando os mais variados biomas do nosso país-continente, vivenciando a diversidade cultural além das nossas fronteiras.
Em diferentes escolas, esquadrões, bases, grupos, institutos, centros, parques, departamentos e comandos, por onde meu currículo teve a chance de fazer escala, em cada organização, e em todas elas, uma mesma rotina: pousei leve, completei-me com o que de melhor podia suprir, decolei ao destino seguinte com sobrepeso, por conta das amizades densas que me abasteceram em terra.
Fazer amigos talvez tenha sido a maior recompensa por todos esses anos na Aeronáutica. Quando perguntam sobre esse meu jeito natural de ser, ofereço uma explicação singela: eu contrariei a tradição da caserna, não adotei um “sobrenome como nome de guerra”, escolhi usar o mesmo nome de batismo, pelo qual sempre fui chamado, por familiares e amigos, desde a infância.
Esse gesto, ainda que inconsciente, levou o “Sergio” a acreditar que as relações do quartel eram mera extensão da casa, da rua onde nasceu e viveu até entrar na Epcar.
Transcorridas pouco mais de 4 décadas, a história comprovou quão sábia foi minha crença, de que a FAB era a continuação da minha casa, o prosseguimento da educação dos meus pais, a ampliação do carinho daqueles que sempre me desejaram bem.
Chegar ao posto de major brigadeiro do ar jamais esteve nos sonhos do garoto que desejava apenas ser piloto. Penso ter sido distração do destino, misturada à benevolência dos chefes e superiores, somada à torcida dos amigos.
Mas tendo aqui chegado, senti-me confortável e confiante para o exercício do generalato, porque jamais me faltaram comandados motivados e leais, juntando-se a orientações norteadoras e exemplos inspiradores, que me permitiram dedicar esses últimos 8 anos para levar a bom termo as missões que me foram confiadas, e, assim, contribuir para oportunizar às gerações futuras uma Força Aérea bem melhor do que a que encontrei, ao descer daquele ônibus, com a mala na mão, há quarenta e tantos anos.
Por tudo isso, e com toda essa bagagem, o sentimento que transborda neste momento é o de gratidão.  Há tantos nomes a serem pronunciados, que seria impossível fazê-lo sem tornar esta solenidade desconfortável, pela extrapolação do tempo.
Assim, valho-me do princípio basilar da instituição militar para, em nome do senhor comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, agradecer a todos os meus comandados, pares e comandantes, àqueles que me conduziram em suas alas e permitiram eu chegar neste momento da carreira com um imenso orgulho, pelo caminho percorrido e por tantas realizações.
Faço questão ainda de enaltecer o convívio salutar e profícuo, em terras paulistanas, com as forças coirmãs, policiais militares e guardas municipais, e mais, a todos os representantes dos poderes Executivos, Legislativos e Judiciários estaduais e municipais. Muito obrigado por toda ajuda e cooperação.
Ao transmitir solenemente o último cargo no serviço ativo ao ten.-brigadeiro Baptista Júnior, amigo, parceiro de tênis e melhor gestor com  quem já tive o privilégio de ombrear, desejo os melhores votos de sucesso à frente do mais importante comando logístico da nossa Força.    Deus o abençoe em mais esta missão e que, na companhia de sua esposa, Cristiane, desfrutem desta encantadora e fascinante cidade que aprendi a amar e admirar que é São Paulo.
Agradeço a Deus, por jamais ter permitido que me faltasse fé e coragem, para enfrentar as turbulências mais severas, e por me abençoar com tantas graças e maravilhas. 
Reconhecimentos mais que especiais aos meus pais, que me transmitiram tanto amor, uma sólida formação moral e educacional. Aos meus irmãos, que sempre estiveram ao meu lado. Às minhas tias, irmãs de minha mãe, que sempre vibraram com minhas vitórias e a toda a família que me proporcionou a força necessária para que eu chegasse até aqui. Um grande beijo a todos.
Gostaria ainda de três últimas evocações:
- A Guilherme e Rafael, meus netos maravilhosos, os lindões do vovô, tenho certeza de que teremos mais tempo para brincadeiras e estripulias;
- A Daniel e Amanda, meus filhos, meus orgulhos, minhas estrelas guias, por me haverem escolhido e me distinguido com a honra de ser seu pai nesta existência, eu amo muito vocês; e
- Voltando-me para minha esposa, Vera Lucia, meu amor, minha paixão e escalão superior, esclarecendo que o Superior é pelo nível de vibração espiritual, jamais pela condição de enquadrante, a você minha vida, todo meu carinho e eterno amor. Te amo!  
Ao desembarcar, nesta última parada, com o azul que jamais deixará de estar em mim, desço com uma mala de mão, muito maior do que a que embarquei, por tudo que colecionei.  Por sorte, a tecnologia evoluiu e inventou rodinhas para as bagagens atuais, o que me permitirá levar muitas histórias bonitas da gloriosa Força Aérea Brasileira, a onde quer, que os bons ventos, ainda me permitam chegar.
Muito obrigado!”



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