O Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1, que aconteceu nos dias 3, 4 e 5 de novembro em São Paulo, vai se repetir na cidade de São Paulo pelos próximos sete anos, ou seja, até 2030. A Prefeitura de São Paulo assinou a extensão do contrato, formalizado em 2020, com a Fórmula One World Championship Limited, passando de cinco anos para dez anos.
Ao anunciar a extensão do contrato, o prefeito Ricardo Nunes ressaltou que comemorar os 50 anos do Grand Prix do Brasil é algo muito impactante e que São Paulo tem um “grande amor pelo automobilismo”. “Quando tivemos conhecimento de que outras cidades estavam se candidatando para receber a Fórmula 1, tivemos um diálogo e estendemos o nosso contrato até 2030. Algo de suma importância para nossa cidade e nosso País”, afirmou Nunes.
O prefeito destacou os números positivos que a Fórmula 1 traz para a cidade para justificar a extensão até 2030: a geração de 20 mil empregos diretos, 100% ocupação hoteleira e R$ 1,5 bilhão de movimentação financeira.
O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Dominacalli também comemorou a extensão do contrato com São Paulo. “Estou muito feliz com esse anúncio, temos que lembrar Bruno Covas e pessoas que fizeram parte dessa jornada e agora pensando nesta segunda fase, Ricardo Nunes e Prefeitura, que fizeram investimento muito importante para extensão desse contrato no futuro”, destacou.
Para o CEO do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, Alan Adler, a medida ajuda a planejar os detalhes que podem levar a eventos cada vez melhores. “Quero agradecer pelo voto de confiança do Stefano por ter acreditado em São Paulo e na gente. Para a gente é muito importante poder planejar mais sete anos de Fórmula 1 em São Paulo, gerando renda e emprego, deixando legado de sustentabilidade", destacou.
Adler também ressaltou a importância da parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), que neste ano esteve com uma equipe da Coordenação de Políticas para Mulheres durante a corrida de F-1 para auxiliar vítimas de assédio.
Coordenadores de staff da corrida participaram de capacitação sobre o protocolo Não Se Cale, criado pela Prefeitura de São Paulo para orientar trabalhadores de bares, restaurantes e eventos a acolher pessoas vítimas de assédio.
No dia da corrida de F-1, dez funcionárias da SMDHC ficaram posicionadas, em duplas, em locais estratégicos do Autódromo de Interlagos (no paddock, na área vip e nas arquibancadas) para dar informações e auxiliar pessoas vítimas de assédio. Para facilitar a identificação, elas vestiram um colete laranja, com o logotipo da SMDHC.
A unidade móvel Ônibus Lilás ficou estacionada na entrada principal do Autódromo para dar visibilidade aos serviços da Prefeitura de São Paulo para mulheres vítimas de violência.
Impacto econômico positivo e geração de oportunidades
De acordo com o Observatório do Turismo e Eventos (OTE) da Prefeitura de São Paulo, o Grande Prêmio de Fórmula 1 de 2022 recebeu 253.617 pessoas, um aumento de quase 40% em relação a 2021.
O gasto médio dos turistas, incluindo hospedagem, transporte, alimentação, compras e outras opções de lazer, foi de R$ 3.948,00 durante quatro dias de permanência média na cidade. Entre todos os turistas que responderam à pesquisa, 72,7% disseram que, além do GP SP de F1, fizeram alguma outra atividade durante sua permanência na cidade. Na avaliação geral da Capital paulista, 86,9% dos visitantes entrevistados a classificaram como ótima ou boa. Além disso, 93,6% que pretendiam estar presentes na edição 2023 do GP SP de F1.
O impacto com turismo gerado pelo público presente no evento, além dos investimentos na organização do evento -, que totalizou R$ 1,5 bilhão, constata-se como GP São Paulo é uma excelente oportunidade para a economia da cidade de São Paulo crescer, gerar empregos, renda e tributos, além de atrair cada vez mais visitantes para o destino e manter a capital como referência nacional e internacional para os grandes circuitos de corridas.