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Sábado, 24 de Outubro 2026
Notícias Editorial

Celebrar a esperança, renovar o compromisso

Em 24 de outubro, o mundo celebra o Dia das Nações Unidas

Celebrar a esperança, renovar o compromisso
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Em 24 de outubro, o mundo celebra o Dia das Nações Unidas. Não se trata apenas de marcar uma data no calendário: é o momento de reafirmar o valor de um ideal que nasceu das cinzas da Segunda Guerra Mundial, quando povos uniram-se para dizer “nunca mais” à destruição, à intolerância e à desigualdade. Comemorar o Dia da ONU é celebrar a crença de que a humanidade é capaz de construir um destino comum, baseado no diálogo, na justiça e na cooperação.

A Organização das Nações Unidas não é uma instituição perfeita. Ao longo de quase oito décadas, enfrentou limites, contradições e momentos em que a vontade de paz pareceu sucumbir a conflitos e interesses parciais. Mas é inegável que, sem ela, o mundo seria muito mais frágil. Foi por meio da ONU que se consolidaram os princípios universais dos direitos humanos; que se estabeleceram acordos históricos para proteger o planeta; que se levaram assistência e esperança a populações vítimas de guerra, fome e doença. Seus fóruns permanecem, ainda que com dificuldades, o espaço onde todas as nações — grandes e pequenas, ricas e pobres — têm voz e vez.

Hoje, essa celebração ganha urgência. Vivemos tempos de desafios que não conhecem fronteiras: a emergência climática, a desigualdade crescente, a disseminação de discursos de ódio, a ameaça à paz e a crises que afetam os mais vulneráveis primeiro e com mais força. Nenhum país, por mais poderoso que seja, consegue enfrentar isso sozinho. É aqui que a razão de ser da ONU se revela: nenhum desafio é puramente local, nenhuma solução pode ser apenas individual. A resposta está na ação coletiva, na solidariedade, no respeito mútuo.

Comemorar o Dia da ONU, portanto, não é apenas homenagear o passado. É assumir a responsabilidade pelo futuro. É reconhecer que a paz não é um estado dado, mas uma conquista diária; que o desenvolvimento sustentável não é uma promessa distante, mas um dever de todos; que os direitos humanos não são privilégios, mas herança de cada pessoa, independentemente de raça, gênero, crença ou nacionalidade. É lembrar que a ONU somos nós — governantes, cidadãos, organizações, jovens — e que a força dela é a nossa própria vontade de fazer o bem comum prevalecer sobre o interesse particular.

Que esta data nos inspire a ouvir mais, a compreender melhor, a agir com mais generosidade. Que nos lembre que, apesar de todas as diferenças, partilhamos a mesma casa: o planeta Terra. E que a celebração de hoje se transforme em compromisso de amanhã: construir um mundo mais justo, seguro e digno para todos — porque, como diz o próprio preâmbulo da Carta das Nações Unidas, “nós, os povos, temos o poder de mudar o mundo”.

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