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Sábado, 27 de Junho 2026
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Brasil Olímpico

Colunista General Eduardo Diniz

Brasil Olímpico
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Finda a XXXIII Olimpíada da era Moderna, salvo algumas conquistas isoladas, não temos muito o que comemorar.
O Brasil, um país com em torno de 215 milhões de habitantes ficou, no quadro de medalhas, com a vigésima posição. Sem se considerar as potências olímpicas como os Estados Unidos da América e a República Popular da China, figuramos atrás de países como Japão, Australia, França, Países Baixos, Grã Bretanha, Coréia do Sul, Alemanha, Itália, Nova Zelândia, Canadá, Hungria e Espanha.
Todos os países citados, à exceção do Japão (124 milhões), possuem população que corresponde a um terço da nossa. A nossa maior população que poderia significar uma vantagem para se obter um maior número de atletas em condição de disputar a olimpíada não redundou em resultado nas premiações. A primeira explicação que aparece, de forma simplista e com pouca profundidade de análise é a já conhecida e conclamada falta de investimentos. Será? Como homem do esporte digo: não é só isso.
Deixando de lado o problema endêmico da falta de espírito público que infesta a nossa política e se faz presente nas Confederações, Federações e Clubes o que mina os recursos existentes, seja pela má administração seja pela desonestidade dos dirigentes, tratarei de aspecto relacionado à importância que se dá ao esporte em nosso país.
Ao nos fixarmos nos países que ficaram à nossa frente, verificamos que são eles também os que figuram no topo da lista dos países com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um dado que chama a atenção e que, de certa forma, vem explicar como com menor população se destacam no esporte.
Aqui faço um gancho lembrando um comercial de biscoitos que teve muito sucesso há alguns anos: “Biscoito Y vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?”. O maior IDH contribui para que se dê maior importância à pratica esportiva ou a prática esportiva contribui para que se atinja maior IDH. Assim como no caso do biscoito afirmo, sem medo de errar, uma coisa ajuda a outra.A prática esportiva ensina às pessoas a disciplina, o cumprimento de regras, a perseverança, o controle emocional, a saber ganhar e a saber perder, a trabalhar em equipe, a liderar, a ser leal, a ser comprometido  e incute também uma série de outros valores. Nada melhor para a formação de um cidadão. Nada melhor para a existência de cidadãos que mais do que tratar de seus interesses se preocupam com a coletividade. Qualquer sistema educacional não pode deixar de prescindir de um meio auxiliar como esse.
O esporte praticado desde a mais tenra idade nas Escolas não só formaria melhor o cidadão mas contribuiria para que com um universo maior de atletas a nossa representação nos jogos fosse melhor. Mas, infelizmente, não é esse o entendimento das mentes brilhantes que dirigem o nosso país.
 “Mens sana in corpore sano”. Uma mente sã num corpo são. Para dispormos de cidadãos melhores, formemos nossos jovens no esporte.

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