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Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

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Bandidos para todos

Colunista *Percival de Souza

Bandidos para todos
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Que horror! Bandidos de facções criminosas colocando fogo, fogueiras das vaidades acesas, povo esperando, a política só prometendo e o manto diáfano da fantasia envolvendo com várias cores o que a sociedade precisa, mas não tem.

É horrorosa a profusão babélica. Muitos falam, outros berram, ninguém se entende. O objetivo fora da torre, de babel e tambem de marfim, deveria ser o bem comum. Os verborrágicos, porém, estão preferindo direção contrária, distante do necessário e a sociedade, como um todo, está clamando. O povo quer uma coisa. Eles preferem falar de outra.

O falatório bizantino se esquece do que já disse, não se preocupa com as contradições, mergulhado na própria ignorância e, muito pior, considerando a todos nós como pessoas ialienadas. Alguns exemplos bem recentes: criticavam a superlotação carcerária, palco de seleções reservadas apenas para os desvalidos. De repente, diante dos gritos desesperados da sociedade amedrontada, acenam com leis severas e penas mais rígidas, como se bastasse empunhar uma caneta para transformar por milagre o mundo criminal. 

Menos repressão, bradavam por menos rigidez para o crime organizado, com o qual jamais se preocuparam antes, preferindo sempre vitimizar criminosos, mesmo que brutalmente ferozes. Agora, não mais do que de repente, preferem centralizar o combate às facçõe, prometendo criar um modelo nacional eficientemente repressivo. Bandidão não pode ser chamado de terrorista porque seria um perigo, num delírio absoluto, os Estados Unidos cogitarem de invadir o Brasil, como se fôssemos uma Venezuela por tabela. Queriam que os morros focos do crime nunca fossem invadidos sem aviso prévio. Subitamente, mudaram o tom: querem que bandidos em potencial sejam capturados exatamente nos complexos, antes de aliciamento para ingressar no crime.

Essa espécie de vai não vai da linguagem vazia não consegue libertar-se da tradução para o mundo da realidade nua e crua. A ignorância unida, composta de inteligentes, sabidões, ideólogos, demiurgos monopolistas do saber e políticos completamente descompromissados com quem os elegeu, querem o que?

Enigmaticamente doloso, esse comportamento deixa a impressão de que estão forçados a admitir que bandidos existem, mas disputam o poder de quem pode prendê-los e as leis para isso. Ah, é? Então calma, muita calma: existem bandidos suficientes para todos. É o que não falta.

*Jornalista e escritor

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