Ao ler esse título, você vai achar que fiquei maluco. Mas vou transferir a insanidade mental para “pesquisadores” da Universidade Federal Fluminense. Eles, mesmo no Rio, consideraram absurda, somente agora, a Operação Escudo, deflagrada em 2023 na baixada santista, pela Polícia Militar, após o assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, da Rota.
A mais de 400 quilômetros de distância e dois anos após os fatos, usaram a Academia como escudo letrado para se blindarem diante dos fatos. O assassinato de Patrick não importa, mas à época interessava muito a busca por bandidos que infestavam a região entre Vicente de Carvalho e Guarujá.
Dizem esses “pesquisadores”, escrevendo bem de longe, que a operação teve “precário planejamento”, desprovida de “inteligência prévia”. É difícil aguentar esse show de disparates e, confesso, cansado de tanto delírio por parte de falsos “especialistas”, vou me contrapor, intelectual e tecnicamente, às infâmias desferidas por gente que nada sabe sobre o que ousa dizer.
Começo com o padre António Vieira, que num dos seus magníficos sermões disse: quem não pergunta, não quer saber, e quem não quer saber, quer errar. Os mentirosos, no caso, não informam que na maioria absoluta dos episódios apurados, que resultaram em 28 mortes, dentre 22 inquéritos instaurados, dezessete deles foram arquivados pelo Ministério Público, a quem compete denunciar ou não qualquer acusado por crime. Sem nada perguntar, os tais “pesquisadores” erraram feio. “Planejamento prévio”? Os policiais militares foram imediatamente para o local, já sabendo muito bem o que fazer, pois integram uma tropa considerada de elite. “Inteligência prévia”? Os “pesquisadores’’ não fazem a menor ideia do que seja “inteligência”: os policiais militares nunca poderiam adivinhar o que iria acontecer, sem aviso prévio, com Patrick.
Nenhum policial, promotor ou juiz, os profissionais que lidaram diretamente com os fatos, foi consultado. Quem não quer saber, quer errar - advertiu Vieira num dos seus admiráveis sermões. Segundo os “pesquisadores”, a culpa de tudo o que aconteceu foi do próprio Patrick, assassinado por bandidos. Culpa do morto. Palavras mal utilizadas explodem na boca, bem analisou o escritor inglês Graham Greene.
Os leigos pesquisadores deram aula de ódio contra a Polícia. Mais uma crassa vergonha acadêmica. Quando nada podem dizer, inventam. Repugnante.
*Jornalista e escritor
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