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Sábado, 27 de Junho 2026
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As qualidades do gestor

Colunista Eduardo Diniz

As qualidades do gestor
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O  gestor de empresas ou de quaisquer Instituições conta hoje com um sem número de processos e técnicas de gestão que buscam tornar o seu trabalho sistemático e profissional fugindo do empirismo e da improvisação.  

São muitos os processos e técnicas cujo uso deve estar adequado ao tipo da organização e ao objetivo que se visa. Para citar alguns temos o Agile, focado na flexibilidade e gestão rápida, o Lean Management que centra a atenção na eliminação de desperdícios e otimização de processos, o Design Thinking que tem uma abordagem mais centrada no ser humano para a resolução de problemas complexos e muitos, muitos outros. 

Para facilitar a implementação e condução de cada um desses processos os executivos contam com uma série de ferramentas de TI como o Trello, Asana, Microsoft Project, Notion e outros. 

Independentemente dos processos, das técnicas e das ferramentas, deve-se levar em conta que nada acontece se não se contar com pessoas que serão os condutores de todo esse processo. Para tal essas pessoas devem ter algumas qualidades que entendo, na experiência profissional que tive, são essenciais para que tudo isso funcione. Deixo de citar a honestidade, não para excluí-la, mas sim por se tratar de princípio ético absoluto que deve acompanhar todos aqueles que se propõe a conduzir pessoas e processos. 

O primeiro deles, já tratei em outras publicações é o saber ouvir. Abrir todos os canais para que a informação chegue até a direção, incentivar todos para que participem, não se julgar o dono da verdade e ouvir aqueles que o secundam, dando às decisões uma dimensão diversa e de maior abrangência. 

O senso crítico é qualidade essencial para que se esteja alerta para detectar o que não vem funcionando adequadamente, o que necessita de algum reparo e identificar o elemento que não se alinha com os propósitos da organização. O senso crítico pressupõe também estar aberto a receber os julgamentos e avaliações negativas que são feitas, encarando-as não como depreciação do trabalho e sim como colaborações que, se pertinentes, podem ser usadas na implementação de melhorias. 

A velocidade com que as coisas acontecem no mundo hoje sinaliza para que o dirigente, o executivo, o diretor devam ter uma boa dose de espírito de inovação. Por mais sucesso que se tenha, no contexto atual, não há frase mais antiquada que “mas sempre foi assim”. Fugir da mesmice, quebrar paradigmas é o que leva a evolução. 

Por último mas não menos importante, `lembramos da qualidade maior do líder: a coragem. Coragem para sair da zona de conforto, coragem para implementar medidas, coragem para enfrentar os riscos, coragem para assumir os fracassos. 

Saber ouvir, ter senso crítico e espírito de inovação e sem dúvida a coragem para tudo fazer, são qualidades que não podem estar distantes de quem dirige qualquer organização. 

* Um Cidadão Brasileiro 

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