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Quarta-feira, 07 de Outubro 2026
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As ameaças à Democracia

A nossa surrada democracia que, nas últimas décadas, foi espancada com campanhas eleitorais alimentadas

As ameaças à Democracia
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A nossa surrada democracia que, nas últimas décadas, foi espancada com campanhas eleitorais alimentadas por propinas e por um Congresso Nacional controlado pelo Executivo por  meio de distribuição de cargos ou de pagamento de mesadas, havia demonstrado força nas últimas eleições em que, vencendo o sistema estabelecido, a nação impôs uma pauta anticorrupção e de moralização na política.

A despeito dessa expressa vontade da maioria da população, vimos nos últimos meses algumas Instituições e entes políticos trabalhando para que esta vontade não se estabeleça.

O Congresso, de olho em cargos, posterga a votação de importantes reformas e do  aguardado pacote anticrime e, na contramão do anseio popular, aprova pautas como a do abuso de autoridade que virá a dificultar a realização de investigações criminais e do estabelecimento de medidas restritivas de liberdade.

Da mesma forma o Supremo Tribunal Federal, num país que luta para acabar com a corrupção e os altos índices de criminalidade, expede inúmeros Habeas Corpus dando liberdade a investigados e condenados, ignorando o clamor da sociedade por justiça. Não satisfeitos alguns ministros ainda querem rever o entendimento já estabelecido da prisão com condenação em segunda Instância o que, além de favorecer inúmeros criminosos presos, induz a um aumento da já existente insegurança jurídica.

A extrema direita, por sua vez, insufla crises na esperança de concretizar os seus sonhos de uma intervenção militar que feche o Congresso e o Supremo, só não conseguiram ainda enxergar que as Forças Armadas jamais se prestaram a esse papel.

Do outro lado, a extrema esquerda alegando uma resistência ao governo estabelecido legalmente com uma votação, se mobiliza no Congresso, na Imprensa, nas Universidades e nas ruas. No Congresso a agenda é derrubar ou dificultar a aprovação das pautas apresentadas pelo governo, mesmo aquelas que por senso comum seriam importantes para a modernização do Estado.

Na mídia e Universidades o esforço é na geração de fatos indutores de crises nacionais e internacionais, estes últimos mesmo que venham a ferir a imagem do país ou a afetar o comércio exterior ou ainda ameaçar a nossa soberania e segurança. Isso tudo reverberado pelas ruas com seus exércitos integrados por sindicatos e movimentos sociais, Diante dos recentes acontecimentos testemunhados na América do Sul em que irromperam turbulências no Equador e Chile, acende-se para todos uma luz de alerta para a possível radicalização desses movimentos e a ocorrência de sério comprometimento da ordem pública.

A nossa democracia está sendo ameaçada por todos os lados, cabendo a nós cidadãos, os seus guardiões e principais agentes, permanecermos mobilizados, pressionando as Instituições vacilantes e se contrapondo aos conterrâneos que negam a sua pátria em favor de outros interesses e ideologias.

Brasileiros de bem, uni-vos por nossa pátria!!

  • Um cidadão brasileiro

General Eduardo Diniz

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