Foi divulgada, na semana passada, uma notícia estarrecedora – segundo o relatório “Estado de Clima 2018”, divulgado no Boletim da Sociedade Americana de Meteorologia, a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera bateu um novo recorde. Esses gases – dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, aliados aos gases denominados halogenados, provocaram um aquecimento na atmosfera 43% maior do que no ano de 1990. E ainda mais alarmante é o fato de que 2018 é o quarto ano mais quente desde que as medições se iniciaram no fim do século 19, atrás apenas dos anos 2015, 2016 e 2017, revelando a quebra de recordes, ano a ano. O efeito estufa ocasiona a retenção do calor que deveria se dissipar na atmosfera e entre seus efeitos adversos estão a alta das temperaturas e a intensidade do frio. Mas, além disso, o relatório ainda traz outros dados importantes, dentre eles, destaca-se o nível dos oceanos, que também subiu pelo sétimo ano consecutivo, atingindo sua maior média em 26 anos enquanto que a área de cobertura de gelo do Ártico caiu para a metade do que era há 35 anos. Observou-se, também, que em algumas regiões do mundo recordes históricos de temperaturas foram quebrados registrando-se, no Paquistão, 50,2 graus Celsius em abril de 2018. Ainda segundo o relatório, o Brasil é o sétimo país que mais contribui para o aquecimento global e considerando a política ambiental do governo atual, não é de se estranhar se vier a subir nesse ranking. Os dados revelados por esse relatório indicam que a humanidade ainda não fez a lição de casa e continua a tratar o planeta como se seus recursos existissem apenas para satisfazê-la, mas a conta, cada vez mais cara, não para de chegar.
* Delegada de Policia Civil
Delegada Lucy