Quem, como eu, foi um jovem enamorado entre os anos de 1970 e 1980 pôde dar um tempero especial ao seu relacionamento amoroso com as tirinhas em que aparecia um casalzinho acompanhado de uma frase que dava diversos significados ao ato de amar. Amar é… sentir cada beijo como se fosse o primeiro. Amar é … quando você não pode suportar a distância. Amar é … não perder a paciência. Amar é … aquele beijinho na ponta do nariz. Um sem número de tirinhas que com as frases e o desenho do casalzinho ilustrava e definia o que podia ser interpretado como amor entre um homem e uma mulher .
O meu namoro e casamento com a Fernanda contou com esse ingrediente a mais sempre presente nas trocas de cartas, nos recortes das tirinhas e nos presentes trocados, estes trazendo as tão simpáticas e apaixonadas figurinhas. Com certeza esta criação de uma neozelandesa que se espalhou pelo mundo, enriqueceu e muito a nossa história de amor.
A vida vai passando e vamos experimentando novas e múltiplas formas de amor e formas de amar. Amor pela profissão, amor por nossos irmãos, amor por uma atividade, por um hobbie e logicamente o amor ensinado por Jesus Cristo, que deu sua vida para nos salvar e nos revelou: "amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”.
Este ensinamento é sem dúvida o que vem dar um significado maior às nossas vidas. O amor ao próximo anula as nossas ambições, impede que sejamos egoístas, inibe os sentimentos preconceituosos, nos torna altruístas, nos aguça a empatia e a preocupação com o próximo.
Há algum tempo vivi uma experiência que me revelou outra face desse sentimento sublime e que julgo esteja presente na vida de muitas pessoas. O meu neto Rafinha, com um de mês de vida foi acometido de grave bronquiolite e foi internado. A possibilidade de sua perda mobilizou em mim toda força interior para que tal não viesse acontecer. Foi ai que em minhas orações, conversando com Deus, ofereci minha vida em troca da dele. Graças a Deus ele se recuperou.
Essa angustia vivida me fez a partir de então sempre que me ajoelho para conversar com Deus, pedir não só pelo Rafinha mas pela Fernanda minha esposa, Patricia e André, meus queridos filhos, pelo Pedro meu genro e pela Marina, a serelepe irmã do Rafinha. Meus bom Deus, leve-me mas não me deixe sem nenhum deles.
Amar também é …. dar a vida por quem se ama.
Gen. Diniz
Um cidadão brasileiro