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Segunda-feira, 27 de Abril 2026

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A tolerância

Colunista *Paulo Eduardo

A tolerância
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Tolerância, do latim tolerantia, do verbo tolerare, que significa suportar. Pode ser definida como uma atitude de respeito aos pontos de vista dos outros e de compreensão para com suas eventuais fraquezas. Pode-se dizer que essa expressão também está ligada a outros termos, como: paz, ecumenismo, diferença, diálogo, alteridade, não violência etc.

Na medida certa, sem se esquecer do equilíbrio, a tolerância é acréscimo de amor que vibra em tudo. É de se dizer: a tolerância fecunda está sempre de mãos dada com o discernimento, para que não se torne em conivência.

Emmanuel, em mensagem psicografada por Chico Xavier, inserta no livro Plantão de Paz, já nos mostrou o caminho a ser seguido ao dizer que: 

“Tolerância é caminho de Paz.

                        Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.

                        Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

                        No serviço profissional, suporta com paciência o colega mais difícil, e,   aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

                        Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a benção da simpatia.

                        No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija          e evitará discussões de consequências imprevisíveis.

                        Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás os companheiros do mundo na       condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.”.            

A tolerância pode se mostrar como uma virtude difícil, por que sempre estaremos a nos perguntar qual é o limite?  Mas Jesus já nos ensinou que devemos perdoar não sete, mas sete vezes sete e indefinidamente.  Isso porque a tolerância faz parte da caridade, que é a maior de todas as virtudes e deve sustentar todo o edifício das virtudes terrenas.

Jesus muito bem exemplificou, como de resto sempre o fez, que é possível praticar sempre o perdão e, sobretudo, ser tolerante sem ser conivente. É a máxima do Cristo contida em Mateus, cap. VI, v. 14:15 no sentido de que “Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai também não vós perdoareis os pecados.”.

Aliás, a base da tolerância está calcada justamente na imagem de Jesus, posto que Ele nos passou todos os ensinamentos de como amar ao próximo como a nós mesmos; deu-nos o exemplo, renunciando a si mesmo em favor da humanidade, isso sem queixas e recriminações; e, ainda em suas práticas alertava-nos que deveríamos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para como o próximo, e não o contrário.

Pratiquemos, pois, nossa reforma íntima e sejamos tolerantes.

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