O candidato a presidente que se julga o maior dos democratas, quase que o dono da democracia, vaticinou aos sete ventos: “Vamos criar uma frente democrática para derrotar a ameaça do fascismo”. Senhor candidato, o resultado da votação em primeiro turno e as pesquisas do segundo turno gritam ao senhor e aos seus que não é de seu domínio esse ente que tomou como seu, ao tentar criar uma frente que o representasse.
Caro senhor, a democracia e o democrático são organismos fluídos que ninguém os detêm e ninguém os domina. Eles estão aí, em meio à sociedade, e se materializam nas ideias de sua maioria. Aqueles, que de forma equivocada, procuram definir, imaginar, pregar o que seja democrático, via de regra, são atropelados pela onda avassaladora dessa maioria. Onda aliás que, de forma jocosa, o senhor e os seus “companheiros“, vêm chamando de "onda conservadora”.
Aprenda candidato, que se diz professor, a democracia não é um bem só seu, a democracia não é aquilo que o senhor entende que ela seja, a democracia não é o que a ideologia que domina o seu cérebro e seu raciocínio diz que é. A democracia é um bem que pertence ao povo e é definida pelas ideias de sua maioria. As ideias que o senhor defende (manutenção da maioridade penal, desarmamento, controle social da mídia, etc.) só serão realmente democráticas no dia que a maioria da nossa população assim o entender.
Caro candidato, a onda democrática está vindo com grande força, se continuarem a negá-la e a desdenhá-la, o senhor e os seus acabarão desfalecidos na areia da praia.
Eduardo Diniz - Um cidadão brasileiro