Vivemos momentos de renovada apreensão.
As tensões disfarçadas, nutridas por discursos ideológicos e ameaças, tem dilacerado a barreira da diplomacia para ocupar lugar na mídia com notícias devastadoras.
Mesmo que ninguém admita um conflito global, as guerras geopolíticas em diversas regiões do planeta não cessam e isso afeta a humanidade que se vê envolvida em um clima de muita preocupação, dor e sofrimento.
Fatos como esse evidenciam o atraso moral da humanidade e a predominância do ego, denotando a prevalência da natureza animal sobre a espiritual, causando um grande desequilíbrio emocional e espiritual.
Mas, estes tempos também nos impulsionam a fazer escolhas e, como consequência, agir individualmente para contribuir para a elevação do todo, do coletivo, ajudando na transformação do planeta.
De fato, com base no livre arbítrio e responsabilidade individual, somos convidados a refletir sobre nossa própria existência e a busca pelo progresso, que é uma lei da natureza.
Assim, as escolhas subjetivas e nossos sentimentos, na tentativa de entender quem somos e o nosso papel, enquanto parte de um todo, nos impulsionam a vibrar positivo e agir com tolerância, bem como, independentemente das influências externas, manter-se em harmonia.
Nossa postura individual como ser humano, que vive e convive em sociedade e, em razão disso, tem compromissos pessoais e coletivos, deve contribuir positivamente nas diversas ou em todas as perspectivas da condição humana criando, a partir de nós, um mundo de equilíbrio e paz.
Pensar positivamente, vibrar amor, ter compaixão e consciência humana, mesmo diante do caos, faz de nós agentes ativos na regeneração e da transformação do planeta em um mundo de entendimento.
Como “o amor e a paz devem ser aprendidos e implantados em nós enquanto indivíduos e quanto sociedade para que a discórdia e a guerra possam então dar lugar a reconstrução e a regeneração do nosso planeta”, que a dor e angústia deste momento planetário possam contribuir para o um novo despertar para a evolução individual e coletiva.
É de lembrar sempre que a paz começa em nós, no nosso cérebro e coração, para depois se expandir para o mundo, de modo que, como disse Ghandi, precisamos ser a mudança que queremos ver!
*Paulo Eduardo de Barros Fonseca
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