Neste dia 4 de outubro, cerca de 35 países comemoram o Dia Mundial dos Animais e da Natureza. A data foi criada com o intuito de incentivar a reflexão sobre o cuidado com os animais, preservação e a importância e influência que eles têm na vida das pessoas.
Porém, a conscientização deve ir muito além do cuidado com os animais domesticados, como cães e gatos, mas deve servir para que as pessoas analisem o impacto de suas ações no meio ambiente e consequentemente na vida de diversos animais que vivem livres na natureza.
Para preservar a fauna é preciso transformar hábitos, como o consumo e o descarte de resíduos. Ao contrário do que prega o capitalismo, o consumo exacerbado não promove o desenvolvimento, visto que colabora para o desmatamento e utilização de diversos recursos naturais finitos.
Além disso, o consumo também está diretamente ligado ao descarte. A lógica é que quanto mais se consome, mais será jogado fora e os resultados serão aterros sanitários repletos de lixo, que levará centenas de anos para se decompor, e poluição ambiental de diversos tipos.
A reciclagem é uma boa saída para este problema, mas na maior parte dos países, incluindo o Brasil, este trabalho é insuficiente para atender a toda a demanda de resíduos descartados diariamente. Uma forma bastante visível de notar este impacto é a imensa quantidade de plástico nos oceanos e como os animais marinhos são afetados por estes dejetos.
Somente no Oceano Pacífico existe uma camada flutuante de plástico com mil quilômetros de extensão, com lixo de todos os tipos, desde sacolas plásticas até caiaques e diversos outros itens feitos de plástico. As partículas de plástico já foram encontradas até mesmo em regiões distantes do Ártico, preocupando cientistas, pois causam também a morte de muitos animais.
Não é somente o plástico que afeta os animais, mas a poluição e diversas outras escolhas que os humanos têm feito que prejudicam diretamente a natureza e geram impactos que serão sentidos durante muitos anos.