Em um mundo em transformação, a questão demográfica também tem se modificado com o aumento da expectativa de vida dos seres humanos. A chamada pirâmide etária analisa estruturalmente a dinâmica populacional e permite o estudo organizacional da sociedade global.
Com isso há a constatação da influência exercida pelo avanço científico e tecnológico na vida e no modo de vida das pessoas que, como parte intrínseca ao cotidiano, influencia na forma de pensar, aprender e agir.
As gerações mais novas, regidas pela tecnologia, tem uma afinidade maior com o evidente desenvolvimento material do planeta, mas precisa se alinhar com o resgate das relações humanas e os valores espirituais.
Aqui, as gerações mais vividas são chamadas à responsabilidade, pois têm o dever – moral- de forjar as novas gerações. Essa responsabilidade recai sobre pais, mães, enfim, sobre aqueles com mais vivência, que devem ser exemplos tangíveis de mudança para os mais jovens, demostrando a importância de se valorizar a interação humana e a empatia, encorajando-os a explorar diferentes perspectivas e a buscar conhecimento além do que é apresentado como verdade absoluta.
É obvio que o avanço científico e tecnológico, por si só, não representa o avanço do espírito, mas é uma ferramenta que ajuda na busca pelo conhecimento e na aproximação entre os povos. Se até aqui, a humanidade está como que fascinada pela tecnologia é tempo de compreender que é preciso se buscar um equilíbrio entre o desenvolvimento tecnológico e a valorização dos laços afetivos. Essa transformação ou adequação representa um passo significativo para a humanidade porque equilibrará o avanço intelectual com o progresso moral do planeta.
Reitera-se, esse é o papel de todos, independentemente da faixa etária, mesmo porque, com já alertou Chico Xavier “o futuro da humanidade dependerá de sua capacidade de cultivar os sentimentos mais elevados e de utilizar o progresso material para auxiliar na evolução do Espírito”. Fato é que a tecnologia, incluindo a inteligência artificial, não pode ser vista como um fim, mas, sim, como um meio para ampliar a consciência coletiva e promover o bem comum.
A tecnologia nunca substituirá o que é essencialmente humano: a empatia, a solidariedade e o amor, de modo que a humanidade precisa entender que deve ser menos materialista e mais voltada para as relações humanas.
O amor ao próximo e a fraternidade devem ser vistos como pilares para uma sociedade mais justa e harmoniosa. Com isso, o bem começará a suplantar o mal e as relações entre os indivíduos serão pautadas por valores elevados, criando-se paradigmas de convivência.
Como coexistimos e interagimos no planeta sua evolução é responsabilidade de todos, de modo que, considerando nossa natureza espiritual eterna, devemos compreender nosso papel no tempo presente e nosso compromisso com a evolução.
Enfim, é de se destacar a importância do amor ao próximo e da fraternidade como pilares para uma sociedade mais justa e harmoniosa.
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