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Sábado, 06 de Dezembro 2025

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A guarda é Polícia

Colunista Percival de Souza

A guarda é Polícia
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Ora, direis, que novidade é esta? Pois é: o Supremo Tribunal Federal descobriu – eureka! - que a existência das guardas municipais é essencial como força policial.  A nossa é exemplar – preparada e equipada. Mas até aqui, pelo olhar míope, chegou a anular ações legítimas, até em caso de crimes graves.  Após um sono profundo, acordou. Vamos entender isso, para o bem de todos e não só por quem não enxerga sequer o que se passa em frente a seus nasais aduncos. 

Escreveu Eça de Queirós: para ensinar, é preciso antes saber. Sócrates, expoente da potêntica filosófica grega, explicou: não dá para saber o que não se sabe. Com a Polícia acontece isso: querem ensinar a ela aquilo que não sabem. Gostam de fazer embrulho em papel celofane, para dar uma impressão de auréola celeste: chefia de militares, juízes, desembargadores, promotores, professores, advogados e... sabemos muito bem, deu no que está dando. 

O que é Polícia? O substantivo feminino conjuga o latim “politia” com o grego “politeia” para vigiar a “polis”, cidade-estado. É a guarda da cidade. Ressalva: se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela (Salmos 127). A Polícia sabe disso. 

As guardas ganharam força porque são decisivas  em recursos humanos e materiais. São dezenas e dezenas plo interior. Tem gente que não gosta dela e nem da Polícia Militar e as duas, na prática, se interligam na atividade-fim: por perto, causam incômodo; se longe, sentem a falta. Não é o que pensam os cidadãos de bem.  

O povo, legítimo patrão, quer sentir-se protegido e não constrangido, seguro e não assustado, com fiante e não com medo. Viver em paz. Por isso, quando em situação de perigo, em casa, no carro ou nas ruas, quer ser socorrido – e pouco importa se pela polícia, guarda, escoteiro, sacristão ou freira do Sacré Coeur. Para que limites desse tipo, se existem bandidos para todos? 

O ministro Luís Barroso, do STF, afirmou que nos filmes, “infelizmente”, torcem pelo bandido e não pelo mocinho. Sua Excelência, porém, se equivoca a comparar a inversão de valores limitada aos filmes: muita gente que se diz inteligente, culta e informada, tem paixão erótica em alisar a cabeça de facínoras, definindo-os só como vítimas sociais e a polícia como agente opressor de um feroz sistema capitalista. É pueril.  Para fazer Polícia, é preciso ser do ramo. Deixem-na gerir seu próprio destino. Não é assunto para amadores. 

Percival de Souza 

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