SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Zona Norte recebe Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas

Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas chega à Zona Norte buscando diminuir os índices de violência doméstica

Mulheres, vítimas de violência doméstica, passaram a contar, desde o último dia 29 de março, com a primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas da Zona Norte. A unidade que está localizada na Avenida Itaberaba, 731, na Freguesia do Ó, funcionará por 24 horas, e terá como foco, diminuir os índices de violência doméstica.

Para a delegada de polícia titular da 4ª Delegacia da Defesa da Mulher, Patrícia Chalfun de Matos Fonseca Orrin, “a inauguração deste espaço é muito importante para nós, pois a preocupação com a violência doméstica é algo recente, e extremamente relacionado a fatores sociais, culturais e biológicos, e com o apoio de órgãos públicos, acreditamos que haverá uma redução no número de crimes que atingem o ambiente doméstico”.

A conquista é fruto do trabalho conjunto entre o governo do Estado e a Prefeitura da cidade, já que São Paulo é um dos municípios que possue uma das redes mais completas de atendimento a essas vítimas, inclusive com a atuação da Guarda Civil Metropolitana, por meio do Programa Guardiã Maria da Penha.

“Possuímos um espaço com ambiente humanizado, acolhedor, na cor lilás, e buscamos trazer a mulher, que está abalada psicologicamente, dando a ela, carinho, atenção, tranquilidade e principalmente confiança. Outro diferencial no espaço é a brinquedoteca, onde acolhemos a criança, pois ela também é vítima, e quem sabe, um futuro agressor. Pretendemos romper este ciclo, dando uma nova identidade familiar para todos os envolvidos. Além disso, possuímos um programa chamado Família Novos Caminhos, onde trabalhamos a criança, a mulher e o próprio agressor. Nós encaminhamos o agressor para um grupo de reunião, e tentamos interromper esse ciclo de violência, fazendo com que o agressor perceba e se arrependa do que fez. A participação é voluntária e muito dos participantes têm se arrependido do que fez e isso, tem salvado muitas famílias. Para as mulheres, nós oferecemos cursos profissionalizantes, pois a mulher em muitas das vezes, não se separa, pois necessita de dinheiro e depende economicamente do marido. Além disso, há o projeto Tem Saída, que é voltado para a autonomia financeira e empregabilidade da mulher em situação de violência doméstica e familiar”, conta Patrícia Chalfun de Matos Fonseca Orrin.

O Tem Saída conta com o apoio de empresas privadas, que viabiliza vagas de emprego para as mulheres atendidas pelo programa. Esse conjunto de esforços busca promover a reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho contribuindo para a independência financeira da mulher e o fim do ciclo de violência.

Segundo dados do Instituto Brasileiro da Qualidade (IBQP), atualmente há cerca de 24 milhões de mulheres empreendedoras em todo o país.

“Além de realizarmos o atendimento humanizado para as mulheres, encorajando-as, com dizeres como “Lugar de Mulher é aonde ela quiser”, que está estampado na porta da delegacia, procuramos também fazer com que o agressor tenha uma oportunidade de rever o seu erro, e aprender com a situação. Este é um trabalho realizado em conjunto com psicólogos e assistentes sociais, que através de um determinado perfil, trabalham este indivíduo. Há uma série de pré-requisitos, como reincidência, por exemplo, pois assim, mantemos a efetividade do trabalho realizado. Muitos, voltam para agradecer, pois de uma forma ou de outra, ajudamos a salvar o casamento, o relacionamento, ou ao menos, se arrependeram do ato realizado. O programa é voluntário, socioeducativo e auxilia na reeducação e conscientização do ser humano”, finaliza a Patrícia Chalfun de Matos Fonseca Orrin.

Para a delegada-geral de polícia adjunta, Elisabeth Sato, este evento nos enche de alegria, pois estamos atendendo o que foi proposto pelo governador Dória. Além disso, a Zona Norte foi escolhida não só em virtude da sua grande população, mas devido à grande consideração que a Polícia Civil tem com os moradores. Além disso, esta inauguração fecha um ciclo de 10 delegacias voltadas para a mulher, sendo 7 na capital, e outras, 3 no interior, trazendo facilidade de atendimento imediato, não só em relação a registros e boletins de ocorrência, mas também na possiblidade de um atendimento protetivo de urgência”.

O delegado da Seccional Norte, Marco Antônio Paula Santos, salientou que “este é um espaço mais adequado para o atendimento de todas vítimas de violência doméstica. Teremos, diante deste novo local, mais condições de realizarmos algo mais humanizado diante de um momento difícil”

“É de suma importância para a região, recepcionar estas mulheres vítimas de violência doméstica, num período de 24 horas. Excelente iniciativa. O prédio está bem adaptado, com profissionais preparados para receber as demandas. O evento é um marco”, conta João Georgios Vasiliou, delegado do 28º Distrito Poiícial.

Para o secretário executivo da Polícia Civil, Youseff Abou Chahin, “quem ganha é a sociedade com uma delegacia da mulher 24 horas, na Zona Norte. Nós pulamos de uma delegacia de Defesa da Mulher no Estado, para 10, acho que esse é um grande avanço. E não pararemos por ai”, finalizou. 

“Esta inauguração é de suma importância não só na recepção das vítimas, como na realização das ocorrências necessárias. Devido ao alto índice destes casos, um espaço de 24 horas ser faz necessário. Além disso, há trabalhos de orientação, serviços sociais, e uma gama de atividades. É um ótimo equipamento púbico em prol da sociedade”, contou o diretor do Departamento da Polícia Judiciária de São Paulo, Albano Davi Fernandes.

Para o secretário municipal de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira, “esta questão da violência contra a mulher é preocupante, e faz todo o sentido termos uma delegacia que funcione por 24 horas. Além disso, através da administração municipal, criamos a Inspetoria de Defesa da Mulher, que irá auxiliar as delegacias, com viaturas da Guarda Civil Metropolitana”.

“Através do atendimento 24 horas teremos a condição de contemplarmos um maior número de pessoas e realizarmos um trabalho ainda mais eficaz”, diz Ruy Ferraz Fontes, da Delegacia Geral da Polícia Civil.

A Delegada Rose diz que a inauguração representa uma grande vitória para as mulheres. “Nós vínhamos discutindo a necessidade de algo neste sentido há tempos, e o governador Dória, na sua campanha política tinha se comprometido a fazer pelo menos 40 delegacias da mulher 24 horas, e está cumprindo com o que prometeu, com mais esta inauguração. Isso é muito importante para a mulher que sofre essa violência, para ela saber que a qualquer momento nas 24 horas do dia, ela tem onde recorrer. Além disso, a cada delegacia inaugurada, é como se nascesse mais um filho, e de uma história que teve seu início há 34 anos, lá no Parque Dom Pedro, com a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do mundo”.  

A partir da criação da delegacia, o governo passou a ter ciência e a enxergar a violência sofrida pelas mulheres, tanto agressões físicas quanto discriminações e ofensas. “Tudo começou a aparecer depois que se mostrou a realidade que muitas mulheres viviam dentro de casa”, finalizou.

O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos disse que “prestigiar um evento deste porte é gratificante, pois vemos aqui, pessoas que trabalham com segurança pública e muito especialmente, na defesa da mulher. E através deste ato, estamos proporcionando uma instalação de um belo equipamento 24 horas, que poderá atendê-las e protegê-las de maneira melhor”.

Segundo dados do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve 221.238 registros de violência doméstica em 2017, o que significa 606 casos por dia. São registros de lesão corporal dolosa enquadrados na Lei Maria da Penha. Esta foi a primeira vez que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública tabulou esses dados.

O fórum também contabilizou o número de mulheres vítimas de homicídio no ano passado: 4.539 (aumento de 6,1% em relação a 2016). Desse total, 1.133 foram vítimas de feminicídio. Outro dado alarmante, foi o número de estupros. Foram 60.018 casos registrados no ano passado, um aumento de 8,4% em relação a 2016.

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Zona Norte recebe Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas

Mulheres, vítimas de violência doméstica, passaram a contar, desde o último dia 29 de março, com a primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas da Zona Norte. A unidade que está localizada na Avenida Itaberaba, 731, na Freguesia do Ó, funcionará por 24 horas, e terá como foco, diminuir os índices de violência doméstica.

Para a delegada de polícia titular da 4ª Delegacia da Defesa da Mulher, Patrícia Chalfun de Matos Fonseca Orrin, “a inauguração deste espaço é muito importante para nós, pois a preocupação com a violência doméstica é algo recente, e extremamente relacionado a fatores sociais, culturais e biológicos, e com o apoio de órgãos públicos, acreditamos que haverá uma redução no número de crimes que atingem o ambiente doméstico”.

A conquista é fruto do trabalho conjunto entre o governo do Estado e a Prefeitura da cidade, já que São Paulo é um dos municípios que possue uma das redes mais completas de atendimento a essas vítimas, inclusive com a atuação da Guarda Civil Metropolitana, por meio do Programa Guardiã Maria da Penha.

“Possuímos um espaço com ambiente humanizado, acolhedor, na cor lilás, e buscamos trazer a mulher, que está abalada psicologicamente, dando a ela, carinho, atenção, tranquilidade e principalmente confiança. Outro diferencial no espaço é a brinquedoteca, onde acolhemos a criança, pois ela também é vítima, e quem sabe, um futuro agressor. Pretendemos romper este ciclo, dando uma nova identidade familiar para todos os envolvidos. Além disso, possuímos um programa chamado Família Novos Caminhos, onde trabalhamos a criança, a mulher e o próprio agressor. Nós encaminhamos o agressor para um grupo de reunião, e tentamos interromper esse ciclo de violência, fazendo com que o agressor perceba e se arrependa do que fez. A participação é voluntária e muito dos participantes têm se arrependido do que fez e isso, tem salvado muitas famílias. Para as mulheres, nós oferecemos cursos profissionalizantes, pois a mulher em muitas das vezes, não se separa, pois necessita de dinheiro e depende economicamente do marido. Além disso, há o projeto Tem Saída, que é voltado para a autonomia financeira e empregabilidade da mulher em situação de violência doméstica e familiar”, conta Patrícia Chalfun de Matos Fonseca Orrin.

O Tem Saída conta com o apoio de empresas privadas, que viabiliza vagas de emprego para as mulheres atendidas pelo programa. Esse conjunto de esforços busca promover a reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho contribuindo para a independência financeira da mulher e o fim do ciclo de violência.

Segundo dados do Instituto Brasileiro da Qualidade (IBQP), atualmente há cerca de 24 milhões de mulheres empreendedoras em todo o país.

“Além de realizarmos o atendimento humanizado para as mulheres, encorajando-as, com dizeres como “Lugar de Mulher é aonde ela quiser”, que está estampado na porta da delegacia, procuramos também fazer com que o agressor tenha uma oportunidade de rever o seu erro, e aprender com a situação. Este é um trabalho realizado em conjunto com psicólogos e assistentes sociais, que através de um determinado perfil, trabalham este indivíduo. Há uma série de pré-requisitos, como reincidência, por exemplo, pois assim, mantemos a efetividade do trabalho realizado. Muitos, voltam para agradecer, pois de uma forma ou de outra, ajudamos a salvar o casamento, o relacionamento, ou ao menos, se arrependeram do ato realizado. O programa é voluntário, socioeducativo e auxilia na reeducação e conscientização do ser humano”, finaliza a Patrícia Chalfun de Matos Fonseca Orrin.

Para a delegada-geral de polícia adjunta, Elisabeth Sato, este evento nos enche de alegria, pois estamos atendendo o que foi proposto pelo governador Dória. Além disso, a Zona Norte foi escolhida não só em virtude da sua grande população, mas devido à grande consideração que a Polícia Civil tem com os moradores. Além disso, esta inauguração fecha um ciclo de 10 delegacias voltadas para a mulher, sendo 7 na capital, e outras, 3 no interior, trazendo facilidade de atendimento imediato, não só em relação a registros e boletins de ocorrência, mas também na possiblidade de um atendimento protetivo de urgência”.

O delegado da Seccional Norte, Marco Antônio Paula Santos, salientou que “este é um espaço mais adequado para o atendimento de todas vítimas de violência doméstica. Teremos, diante deste novo local, mais condições de realizarmos algo mais humanizado diante de um momento difícil”

“É de suma importância para a região, recepcionar estas mulheres vítimas de violência doméstica, num período de 24 horas. Excelente iniciativa. O prédio está bem adaptado, com profissionais preparados para receber as demandas. O evento é um marco”, conta João Georgios Vasiliou, delegado do 28º Distrito Poiícial.

Para o secretário executivo da Polícia Civil, Youseff Abou Chahin, “quem ganha é a sociedade com uma delegacia da mulher 24 horas, na Zona Norte. Nós pulamos de uma delegacia de Defesa da Mulher no Estado, para 10, acho que esse é um grande avanço. E não pararemos por ai”, finalizou. 

“Esta inauguração é de suma importância não só na recepção das vítimas, como na realização das ocorrências necessárias. Devido ao alto índice destes casos, um espaço de 24 horas ser faz necessário. Além disso, há trabalhos de orientação, serviços sociais, e uma gama de atividades. É um ótimo equipamento púbico em prol da sociedade”, contou o diretor do Departamento da Polícia Judiciária de São Paulo, Albano Davi Fernandes.

Para o secretário municipal de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira, “esta questão da violência contra a mulher é preocupante, e faz todo o sentido termos uma delegacia que funcione por 24 horas. Além disso, através da administração municipal, criamos a Inspetoria de Defesa da Mulher, que irá auxiliar as delegacias, com viaturas da Guarda Civil Metropolitana”.

“Através do atendimento 24 horas teremos a condição de contemplarmos um maior número de pessoas e realizarmos um trabalho ainda mais eficaz”, diz Ruy Ferraz Fontes, da Delegacia Geral da Polícia Civil.

A Delegada Rose diz que a inauguração representa uma grande vitória para as mulheres. “Nós vínhamos discutindo a necessidade de algo neste sentido há tempos, e o governador Dória, na sua campanha política tinha se comprometido a fazer pelo menos 40 delegacias da mulher 24 horas, e está cumprindo com o que prometeu, com mais esta inauguração. Isso é muito importante para a mulher que sofre essa violência, para ela saber que a qualquer momento nas 24 horas do dia, ela tem onde recorrer. Além disso, a cada delegacia inaugurada, é como se nascesse mais um filho, e de uma história que teve seu início há 34 anos, lá no Parque Dom Pedro, com a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do mundo”.  

A partir da criação da delegacia, o governo passou a ter ciência e a enxergar a violência sofrida pelas mulheres, tanto agressões físicas quanto discriminações e ofensas. “Tudo começou a aparecer depois que se mostrou a realidade que muitas mulheres viviam dentro de casa”, finalizou.

O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos disse que “prestigiar um evento deste porte é gratificante, pois vemos aqui, pessoas que trabalham com segurança pública e muito especialmente, na defesa da mulher. E através deste ato, estamos proporcionando uma instalação de um belo equipamento 24 horas, que poderá atendê-las e protegê-las de maneira melhor”.

Segundo dados do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve 221.238 registros de violência doméstica em 2017, o que significa 606 casos por dia. São registros de lesão corporal dolosa enquadrados na Lei Maria da Penha. Esta foi a primeira vez que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública tabulou esses dados.

O fórum também contabilizou o número de mulheres vítimas de homicídio no ano passado: 4.539 (aumento de 6,1% em relação a 2016). Desse total, 1.133 foram vítimas de feminicídio. Outro dado alarmante, foi o número de estupros. Foram 60.018 casos registrados no ano passado, um aumento de 8,4% em relação a 2016.

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