Vivemos a era da velocidade, do dinamismo, da turbulência, do tumulto, da confusão. Somos requisitados constantemente. Impelidos a nos movimentar. Seja para manter a saúde física, seja para manter a estética. Somos comandados pelo consumo e este possui suas receitas fashion do que deva ser um corpo perfeito.
Nesse burburinho da vida contemporânea, poucos têm condições de pensar. De refletir. De meditar. Entretanto, a meditação é muito necessária. Para que possamos nos redescobrir a cada dia, porque não somos um, somos legião. Pensamos uma coisa um dia e pouco depois, estamos pensando exatamente o contrário. Somos manipuláveis. Somos suscetíveis à persuasão, ao convencimento. Não conseguimos sempre resistir à argumentação mais insistente.
Meditar é um exercício correspondente à ginástica, para manter ativa e vigilante a consciência. Há técnicas de meditação e nem sempre sabemos nos servir delas. Hoje recorro à Patrícia Britto, do blog Namastê, para com ela aprender a meditar. São apenas seis lições, ou seis recomendações. Todas fáceis de serem seguidas. Vamos lá.
- Crie o hábito. É preciso ter vontade de meditar. Isso parte do reconhecimento de que a meditação é útil e necessária. Faz bem à mente. Escolha um lugar e horário, de preferência pela manhã. Medite todos os dias. Mantenha uma rotina, pois isso ajuda a mente a entrar no estado meditativo quando o horário escolhido se aproximar.
- Espinha ereta. Sente-se em uma posição confortável, com a coluna ereta. Não precisa necessariamente cruzar as pernas em lótus. Vale usar uma almofada, apoiar as costas ou se sentar em uma cadeira.
- Na cama não. Evite meditar deitado ou no ambiente em que se dorme. Se a mente ainda não está acostumada, quando reduzir o fluxo de pensamentos haverá chance maior de pegar no sono.
- Mente quieta. Ao fechar os olhos observe seu corpo e tente eliminar qualquer tensão. Escolha o objeto de sua meditação: pode ser a respiração, um mantra, uma parte do corpo. Procure manter toda sua atenção focada nesse objeto. Pode ser também algo intangível: amizade, amor, ternura, fraternidade, solidariedade, bondade, compaixão, justiça.
- Coração tranquilo. Se vierem pensamentos, memórias ou sentimentos, simplesmente observe-os, sem interferir. Espere eles passarem e se concentre novamente. É comum que eles voltem. Não lute contra, não se julgue, nem desanime.
- Treine. No início, é normal sentir desconforto. Manter uma atividade física regular ajuda a conseguir ficar parado por mais tempo sem sentir dor.
Quem se propuser a isso verá, depois de certo tempo, que a meditação é boa para a alma, porém vale também para o corpo. Você acrescentará qualidade de vida à sua existência. E a prolongará, conforme comprovam estudos científicos e pesquisas recentes.
José Renato Nalini
* Reitor da Uniregistral, docente da Uninove e Anchieta, escritor e palestrante, autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed., RT-Thomson Reuters.